CBDA e DPU se movimentam para garantir parque aquático 

Ação civil pública será ajuizada na próxima semana

Apesar da liminar dada pela 1ª Vara da Fazenda Pública que impede a demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e a Defensoria Pública da União (DPU) estão se mobilizando para garantir a permanência dos atletas no local. 

Uma ação civil pública deve ser pedida pelo defensor André Ordacgy na próxima semana. Coaracy Nunes, presidente da confederação, disse que pelo menos mil atletas utilizam normalmente as instalações do parque diariamente. Mesmo com a liminar garantindo o funcionamento, o local está fechado para a disputa da Copa das Confederações. 

"A liminar pode cair a qualquer momento, inclusive depois da Copa. Não podemos ficar olhando para o céu e esperando algo acontecer. Estamos em um momento muito complicado para nós, e vamos agir", disse Coaracy Nunes, enfaticamente, lembrando ainda que o próprio governador Sérgio Cabral, em 2006, reformou o Parque Aquático pelo valor de R$ 10 milhões. "E agora ele está querendo demolir. Eu não entendo."

Ordacgy explicou os pontos da ação, que incluem o pedido por uma tomada de posição do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. "A defensoria pretende tomar três medidas: a primeira é pedir ao ministro que intervenha e impeça a demolição, considerando que a demolição vai prejudicar a atuação do Brasil nas Olimpíadas. A segunda medida é a representação formal, junto ao Ministério da Cultura e ao IPHAN, de que os dois equipamentos se encontram no bem tombado, fazendo parte dele, e que a Superintendência Regional do Iphan no Rio contraria a decisão de um órgão consultivo do Iphan Nacional, que diz que a proteção mínima engloba os outros prédios do Polígono do Maracanã, incluindo os dois equipamentos. Isso não pode acontecer", explicou Ordacgy, salientando que a federalização judiciária é fundamental para tentar mudar o rumo da demolição. 

"A terceira medida é ajuizar uma Ação Civil Pública na Justiça Federal da Capital do Rio de Janeiro, pleiteando uma liminar impedindo a demolição, considerando que eles são essenciais para efeito de preparação do atletismo e dos desportos aquáticos para as Olimpíadas. A própria imagem do Brasil está em jogo, assim como todo o repasse do Ministério dos Esportes para as federações e confederações. O dinheiro público está sendo jogado fora", finalizou o defensor.