Feliz por ajudar no ataque, Antônio Carlos destaca força coletiva do Botafogo
Uma lesão muscular no jogo com o Boavista tirou Antônio Carlos de combate por um tempo. No período, ele viu Bolívar e Dória se firmarem formando a dupla de zaga campeã carioca. Mesmo pouco acostumado com a reserva, fato raro nos seus quatro anos de clube, o zagueiro manteve a dedicação para retornar e foi coroado com o gol que abriu o caminho da vitória por 3 a 0 sobre o CRB-AL, na Copa do Brasil.
Contente por voltar a balançar a rede, Antônio Carlos preferiu enaltecer a parte coletiva, já que o time não leva gol há sete jogos e tem apenas uma derrota em 22 partidas no ano.
"Primeiro tenho que falar do time. Não é individual, temos que ressaltar o trabalho que temos feito, um aproveitamento legal, fazendo muitos gols e sofrendo poucos. Houve muitas mudanças no time, mas o nível se mantém. Fico feliz com o gol e o retorno. Como costumo falar, não adiantava ficar reclamando ou desanimar. Tenho que mostrar dentro de campo e jogar bem", explica ele, que voltou no lugar de Dória, a serviço da Seleção Brasileira sub-20.
Com a consciência de que ainda tem muito a dar ao Botafogo, o zagueiro brinca com a boa média de gols e sabe que é muito visado por esta fama de artilheiro.
"Se chegar a 100 na carreira, está bom. É difícil. Quando vou à área, é cada abraço que é brincadeira (risos). Tenho 55 gols, 20 no Botafogo. Fico feliz por ajudar de alguma forma. Quando paro de fazer gols, a família cobra, todo mundo cobra. É a marca que assumi ao longo da carreira", frisa.
Passada a classificação na Copa do Brasil, o pensamento já está na estreia no Campeonato Brasileiro. Sábado, às 21h, o Botafogo enfrenta o Corinthians, no Pacaembu.
"O Corinthians tem muitas peças de reposição, jogadores experientes, acostumados a ganhar e ao Brasileiro. Mas nos últimos três anos, fomos lá, ganhamos duas e empatamos uma, fizemos bons jogos. Espero que o Pacaembu possa nos dar sorte de novo", completa.
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