Usain Bolt minimiza polêmica com Engenhão e quer diversão no Rio

Atleta não quis falar muito sobre a interdição do principal estádio dos jogos de 2016

Um dos maiores atletas de todos os tempos, o jamaicano Usain Bolt chegou nesta quinta-feira (28) ao Rio, onde participará no domingo de um desafio nas areias de Copacabana. Antes de enfrentar os adversários na praia, o velocista foi colocado frente a frente com os recentes problemas envolvendo o principal estádio dos Jogos de 2016 - o Engenhão - e a principal pista de atletismo do Rio de Janeiro, o Célio de Barros. Nos dois casos, ele preferiu não entrar na polêmica. 

“Acidentes acontecem. Ainda há três anos para que o estádio seja consertado. Não estou preocupado”, disse o velocista sobre o Engenhão, que foi interditado após serem constatados problemas nos arcos de sustentação.  

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Com relação ao Estádio Célio de Barros, que está interditado e será demolido por decisão do governo do Estado para obras no entorno do Maracanã, visando a Copa de 2014, Bolt foi ainda mais evasivo. Fazendo uma expressão de quem não sabia do que se tratava, o atleta foi lacônico: "No". André Lazaroni, secretário estadual de esportes, aproveitou para falar sobre a demolição do Célio de Barros:

"Tanto ele quanto o Parque Aquático nos arredores do Maracanã serão construídos em outros locais.  A empresa que ganhar a licitação, cujo envelope será aberto no dia 11 de abril, será a responsável pela reconstrução. A cidade ganhará dois equipamentos de alto nível. O estado não perde e a cidade não perde", definiu Lazaroni.

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Um dos maiores objetivos do atleta aqui no Brasil, segundo o próprio, é aproveitar os dias com muita diversão:

“Quero ir à praia, algo que eu não fiz da primeira vez que vim aqui. Me interessa muito ver as mulheres que estão de biquíni na praia também”, disse Bolt, provocando risadas.

A programação envolve também a noite. “Quero curtir a vida noturna do Rio”, confirmou o atleta, em tom maroto. Bolt fez muitas caretas durante a coletiva, mas não deu respostas muito longas, parecendo cansado após chegar nesta quinta ao Rio. 

Bolt enfrentará o  equatoriano Alex Quiñónez, e Daniel Bailey, atleta de Antígua e Barbuda. Quiñónez foi campeão nos 100 e 200m no campeonato Ibero-Americano, além de um bronze no revezamento 4 x 100m. Já Bailey, atleta de Antígua e Barbuda, foi bronze no Mundial Indoor de 2010 e é o único homem sul-americano na história a correr 100 metros em menos de 10 segundos. 

Briga entre brasileiros

Além de Quiñónez e Bailey, uma das vagas na final contra Usain Bolt será destinada a um brasileiro. A disputa será entre Sandro Viana, bicampeão panamericano em 2007 e 2011; Bruno Lins, três vezes campeão do Troféu Brasil nos 100 e 200 metros em 2012 e 2013; Nilson André, que levou um ouro e um bronze nos Jogos Mundiais Militares; e Ailson Feitosa, também medalhista de ouro no revezament o 4x100 dos Jogos Militares. A disputa entre os brasileiros ocorrerá na manhã de sábado, na praia de Copacabana, e o vencedor vai à grande final.  

Duelo Paralímpico

Entre os atletas paralímpicos, o duelo promete pegar fogo: o brasileiro Alan Fonteles, campeão dos 200 metros em Londres derrotando o sul-africano Oscar Pistorius, uma espécie de Usain Bolt no esporte paralímpicos, irá enfrentar o americano Jerome Singleton, vencedor de duas pratas e um ouro no mundial de 2011. Singleton, muito simpático, disse que tem carinho pela cidade porque começou sua carreira paralímpica nos Jogos Pan-americanos de 2007, no Rio. Ele espera um duelo interessante com Fonteles. “Já o enfrentei outras vezes, e estou ansioso. Mas o mais importante é se divertir”, disse ele.

“Queria Neymar”

Torcedor do Manchester United e muito fã de futebol, Usain Bolt riu ao ser perguntado se já havia pensado em montar um clube de futebol com seu nome. Sobre os jogadores brasileiros que gostaria de ter em seu clube, ele escolheu um já bastante famoso por aqui: “Eu contrataria o Neymar”, disse ele, causando risos entre os jornalistas.