Djokovic ignora cansaço e vai à semifinal do Aberto da Austrália

Dois dias após passar cinco horas e dois minutos na Rod Laver Arena até bater o suíço Stanislas Wawrinka em cinco sets, Novak Djokovic não deu mostras de cansaço. Na manhã desta terça-feira, o sérvio, líder do ranking mundial, voltou à quadra principal do Aberto da Austrália e dominou o checo Tomas Berdych, o sexto, por 3 sets a 1. A partida terminou com parciais de 6/1, 4/6, 6/1 e 6/4.

O resultado assegura a permanência de Djokovic como número 1 do mundo quando o ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) for atualizado, em 28 de janeiro, um dia após a final do Aberto da Austrália. Ele sofria a ameaça de perder o posto desde que caísse até as quartas de final do torneio e o suíço Roger Federer, atual segundo colocado da lista, fosse o campeão.

Djokovic esteve ameaçado de eliminação no último domingo, quando salvou quatro break points de Wawrinka no momento em que a partida estava empatada por 4/4 no quinto set. O sérvio venceria a maratona por 12/10 nessa parcial. Foi a 18ª vitória em partidas que chegam ao quinto set da carreira do tenista – tem seis derrotas –, o que comprova o seu preparo físico privilegiado.

Djokovic deu nova mostras do bom físico nesta terça, quando se recuperou da batalha anterior e não deu mostras de cansaço, fazendo suas tradicionais deslizadas na quadra dura e se esticando ao máximo para contra-atacar diante da potência de Berdych.

Com o resultado, o sérvio, 25 anos, segue em busca de fazer história no Aberto da Austrália. Campeão do evento em 2008, 2011 e 2012, ele pode se tornar o primeiro tenista a triunfar em Melbourne três vezes consecutivas na história da Era Aberta. Apenas os australianos Jack Crawford (tricampeão entre 1931 e 1933) e Roy Emerson (pentacampeão entre 1963 e 1967) conseguiram o feito, mas o fizeram antes da Era Aberta, que começou em 1968 e marca a entrada dos profissionais nos Grand Slams.