Aldo Rebelo minimiza risco de falta de luz durante a Copa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, reagiu com naturalidade à informação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre um potencial risco de apagão nas cidades-sede da Copa do Mundo durante o mundial. Para o ministro, estudos de risco são comuns e são realizados em todas as áreas.  

 “O estudo da Aneel é um estudo de risco. A ameaça já é um esforço de reportagem. E o estudo de risco acontece em todas as atividades: há estudos de risco para trânsito, alimentação no mundo...”, disse o ministro nesta terça-feira em entrevista coletiva em Brasília.

 “O que eu posso dizer é que o governo, a própria Aneel e as empresas trabalham com muito afinco para reduzir não apenas esse risco, mas todos os riscos que envolvem a Copa do Mundo e a Copa das Confederações”, acrescentou o ministro.

 Segundo o secretário-executivo do ministério, Luís Fernandes, uma resposta será dada pelo Ministério de Minas e Energia. “Não posso me antecipar ao ministério, que dará uma reposta hoje à tarde”, limitou-se a dizer.

Relatório

O jornal Folha de S.Paulo publicou na edição de hoje um relatório da Aneel que apontaria risco na distribuição de luz para a Copa do Mundo de 2014. Segundo a publicação, mais da metade dos 163 empreendimentos necessários para garantir o fornecimento de energia está atrasada e apenas duas das 12 capitais que receberão partidas estariam com as obras totalmente em dia.

De acordo com a Aneel, o relatório, produzido em dezembro do ano passado, é claro ao apontar que não há risco iminente ao abastecimento de energia para a Copa. O alerta feito às distribuidoras foi para que as empresas acelerem os investimentos previstos, ressalvando que há alternativas para os projetos que podem não sair do papel.

“A dinâmica natural da construção e da operação dos sistemas de distribuição de energia elétrica permite que parte das obras seja substituída por soluções de engenharia alternativas das cidades-sede dos jogos, mesmo que uma fração das instalações inicialmente propostas não seja tempestivamente concluída", aponta a Aneel no relatório.