Perto de volta ao Milan, Kaká pode ter função mais defensiva

Meia-atacante que arrancava com a bola rumo ao gol adversário na primeira passagem pelo Milan, Kaká deve ter uma função mais defensiva caso confirme o retorno ao clube. Neste sábado, o jornal italiano La Gazzetta dello Sport aponta que a ideia do técnico Massimiliano Allegri seria utilizar o brasileiro “em frente à defesa”, como uma espécie de volante.

A posição exata supostamente pensada por Allegri seria a de “regista” ou “playmaker”. O jornal lembra que Kaká, 30 anos, “não tem mais a aceleração de um tempo” atrás. Ele atuou no Milan com sucesso entre 2003 e 2009, sendo eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo em 2007, e estaria próximo de voltar ao clube.

Vice-presidente do Milan, Adriano Galliani tem viagem marcada a Madri para a próxima terça-feira, quando negociará a contratação do jogador. A equipe italiana e o Real Madrid já teriam um acordo para um empréstimo de 30 meses, mas ainda falta um acerto quanto aos salários do brasileiro: Kaká recebe 10 milhões de euros (R$ 27,1 milhões) anuais na Espanha e estaria disposto a baixar os rendimentos para 7,5 milhões (R$ 20,3 milhões), mas o Milan teria a intenção de pagar no máximo 5 milhões (R$ 13,5 milhões) por temporada.

Ainda segundo o diário, a ideia de atuar mais atrás no campo já foi transmitida a Kaká, que teria respondido: “por que não?”. Ele estaria disposto a mudar de posição devido à “curiosidade por uma experiência nova e a vontade de mudar de ambiente”. O jogador está no Real Madrid desde junho de 2009 e atualmente ocupa a reserva entre os comandados do técnico português José Mourinho.

No Milan, Kaká poderia também atuar como meia-atacante, dependendo do tipo de partida e da forma física do atleta. Com o brasileiro em uma nova função, Allegri poderia provar que não é simplesmente um admirador de um “meio-campo muscular” como havia indicado ao dar preferência para o volante holandês Mark van Bommel sobre o italiano Andrea Pirlo, que deixou Milão em 2012 e se transferiu à Juventus.

A solução seria defendida no Milan também por causa da dificuldade dos volantes atuais. O holandês Nigel de Jong está lesionado e o italiano Massimo Ambrosini, 35 anos, tem dificuldades físicas para jogar com continuidade.