Marin diz que Teixeira deixará de receber, mas seguirá ligado à CBF

Em entrevista à Rede Record, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, falou da relação que a entidade ainda mantém com seu antecessor, Ricardo Teixeira. De acordo com o mandatário, Teixeira - que foi presidente por 23 anos e ainda recebe salários da confederação, por serviços de consultoria prestados à atual diretoria - nunca deixará de ser ligado à CBF.

"A administração da CBF envolve vários contratos de patrocínio de muita importância. Estamos chegando ao final, e não vai mais precisar dessa assessoria do presidente (Teixeira), então ele vai deixar de receber salários. Ele será desligado da função de consultoria, mas sempre estará ligado à CBF, porque somos amigos", disse Marin. Teixeira renunciou ao cargo no ano passado, alegando problemas de saúde, após ser envolvido em denúncias de corrupção, e hoje mora nos Estados Unidos.

Marin também falou sobre a possível chapa de oposição à sua gestão, articulada pelo ex-diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanchez. "Respeitamos qualquer cidadão que queira se candidatar. Vivemos em um regime democrático e isso é perfeitamente aceitável. Nós só temos palavras de agradecimento ao Mano Menezes e ao Andrés Sanchez", afirmou o presidente. 

Sanchez deixou a CBF após ser voto vencido na demissão do técnico Mano Menezes, em novembro. "Acho que a troca de técnicos aconteceu no momento certo. Não houve nenhuma disputa, não tirei técnico de ninguém", argumentou Marin, que contratou Luiz Felipe Scolari para o cargo.