Handebol: técnico do Brasil vê Argentina como duelo chave no grupo da morte

A Seleção Brasileira masculina de handebol inicia neste sábado, às 13h (de Brasília), contra a Alemanha, a disputa do Mundial da modalidade, na Espanha. Em fase de renovação para a disputa da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, a equipe verde e amarela não teve muita sorte no chaveamento e caiu no "grupo da morte", ao lado de fortes seleções europeias, como a França e a Alemanha. O treinador do Brasil, o espanhol Jordi Ribera, vê o confronto contra a Argentina como "duelo chave" para as pretensões do time no torneio.

Competindo em casa, Ribera terá a dura missão de alcançar resultados positivos à frente da equipe. À sombra do bom desempenho do time feminino do País nos últimos torneios, o treinador acredita que o Brasil poderá ir longe no Mundial. Para isso, a classificação à segunda fase do torneio dependerá de um resultado positivo contra os argentinos, algozes dos brasileiros na disputa pela medalha de ouro no Pan-Americano de Guadalajara, em 2011.

"Está claro que é muito importante para o nosso projeto nós alcançarmos as oitavas de finais do Mundial. O jogo chave para isso será o duelo contra a Argentina, que definirá o ‘grupo da morte’. A Alemanha é uma equipe muito forte e sei que estreias costumam ser difíceis. Podemos até sonhar em ganhar esse jogo, mas será o confronto contra a Argentina que irá definir quem vai ficar perto da classificação", afirmou Jordi. O confronto contra os argentinos será logo na segunda rodada do Grupo A, no próximo domingo.

De volta ao comando da Seleção masculina desde junho de 2012, após ter liderado a equipe entre 2005 e 2008, inclusive nos Jogos Olímpicos de Pequim, Jordi ressalta que, apesar de visar um resultado expressivo no Mundial, o principal foco da comissão técnica é formar o time que disputará a Olimpíada do Rio de Janeiro.

"Em princípio, o objetivo maior é preparar uma estrutura de grupo para a Olimpíada do Rio. Para isso temos tentado trabalhar pensando no futuro e nos jovens jogadores, que não têm muita experiência com a Seleção adulta. Temos experimentado mesclar o ciclo anterior com atletas mais jovens. Como estamos no 'grupo da morte', todos vão ganhar uma boa experiência com o Mundial", completou o comandante do Brasil.

O pivô Vinícius Teixeira concorda com o argumento, mas acredita que o time poderá ficar até entre os seis melhores no Mundial. "Caímos em uma chave bem difícil, mas esperamos fazer bons jogos e cada vez mais melhorar a equipe. Tem a chance de ajustar nosso padrão defensivo, para ter uma cara bem formada para 2016. Pensamos primeiro em conseguir a classificação para a próxima fase do Mundial, para depois alcançar resultados melhores. Quem sabe ficar entre as seis ou oito melhores equipes do torneio", afirmou.

Um dos mais experientes do grupo, o ponta Gil Vicente também destacou que o Brasil tem reais chances de alcançar a fase eliminatória. "A gente está com o grupo bem renovado, e a expectativa é muito boa com o que apresentamos nos últimos amistosos. O nosso grupo é muito difícil, com equipes muito experientes, mas acredito que temos reais possibilidades de nos classificar para as oitavas de final. E a partir daí já não sabemos o que pode vir a acontecer, pois podemos pegar uma equipe muito forte na outra fase", disse Gil, que elogiou a preparação da Seleção Brasileira.

"Para a estreia contra Alemanha nós fizemos tudo o que poderíamos: já jogamos no ginásio da partida, estamos na cidade do jogo, disputamos amistosos importantes - Espanha e Coreia do Sul - que nos dão uma mostra do que é o Mundial", completou Gil. Outro time que trará trabalho à equipe verde e amarela é a França, campeã mundial em 2011 e dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Jordi Ribera acredita que o Brasil não terá muitas chances de conseguir um resultado positivo diante dos azuis, em duelo marcado para 15 de janeiro.

"Contra a França não teremos muitas chances, porque são os atuais campeões olímpicos e mundiais. Será muito difícil para nós, mas também será para todas as equipes do grupo. Já contra a Tunísia e Montenegro nós vamos com tudo para conseguir pontuar e ficar próximo da próxima fase", destacou o treinador do Brasil.

No Grupo A ao lado de França, Alemanha, Argentina, Tunísia e Montenegro, a Seleção estreia no torneio contra os alemães, neste sábado, às 13h (de Brasília). Ainda pela primeira rodada, os argentinos enfrentam Montenegro, enquanto os franceses pegam a Tunísia. Quatro equipes avançam para as oitavas de final da competição.