Guerrero marca, e Corinthians sofre para eliminar Al Ahly

Em uma estreia que foi se tornando mais nervosa à medida que o apito final se aproximava, o Corinthians sofreu, mas venceu o egípcio Al Ahly por 1 a 0 e avançou à final do Mundial de Clubes no Japão. 

Bancado por Tite no esquema com centroavante, o peruano Guerrero marcou o gol decisivo de cabeça ainda no primeiro tempo e assegurou a vitória alvinegra. Agora, a equipe espera por Chelsea (ING) ou Monterrey (MEX) na decisão de domingo, às 8h30 (de Brasília).

O primeiro tempo foi de domínio total do time brasileiro, que controlou a posse de bola, mas teve dificuldades para criar chances contra a bem postada marcação do Al Ahly. Guerrero aproveitou cruzamento de Douglas para quebrar a resistência africana.

Já a segunda etapa foi totalmente diferente, principalmente após a entrada do meia Aboutrika no time egípcio. O Al Ahly adiantou a marcação, dominou as ações, forçou o Corinthians a recuar e assustou Cássio nos minutos finais. Mas o time de Tite conseguiu segurar o resultado e passar à decisão para buscar o segundo título mundial em sua história.

O jogo

A partida começou frenética, com as duas equipes marcando por pressão: o Corinthians não deixava nem os zagueiros do Al Ahly com tempo para pensar, enquanto o time egípcio apertava a partir da intermediária ofensiva. O time brasileiro rapidamente controlou a posse de bola, mas não criava chances diante da defesa bem postada do rival.

O primeiro lance que fez a torcida levantar no frio de Toyota veio aos 9min: Douglas pegou sobra de fora da área e bateu para fora, assustando o goleiro Ekramy. O ritmo dos africanos caiu, e o Corinthians dominou cada vez mais a posse de bola. Com 18min, Emerson escapou pela esquerda e cruzou com perigo, mas o goleiro interceptou bem.

Já totalmente recuado no campo de defesa, o Al Ahly apostava nos contra-ataques, principalmente com Soliman pela direita - porém, errava os passes decisivos e não incomodava a zaga alvinegra. O Corinthians, sem achar espaços para abrir a defesa egípcia, seguia tocando a bola, mas não criava chances de gol.

Neste cenário, a bola parada parecia uma opção para quebrar a marcação africana. E foi assim que o Corinthians abriu o placar. Após sobra de escanteio, Douglas levantou de novo na área e Guerrero cabeceou no canto; Ekramy se esticou, mas não conseguiu chegar na bola.

Atrás no placar, o Al Ahly imediatamente adiantou a marcação e passou a trocar mais passes, forçando algumas faltas da defesa corintiana. A equipe brasileira marcava com muita vontade e impedia os egípcios de articular as jogadas, e o primeiro tempo acabou sem sustos para o time de Tite.

O segundo tempo começou sem alterações e com o Al Ahly mais agressivo. O Corinthians aproveitava o espaço deixado para contra-atacar: aos 2min, Emerson acelerou pela direita, mas bateu mal, para fora. Sem inspiração na frente, o time do Egito resolveu botar em campo aos 10min seu maior ídolo, o veterano meia Aboutrika, no lugar de Said.

Pressionando na frente, o Al Ahly dificultava a saída corintiana e trocava mais passes na segunda etapa. Com 17min, a primeira finalização perigosa: Rabia ficou com a bola na intermediária e soltou a bomba para fora. Do outro lado do campo, o goleiro Ekramy teve que dar lugar ao reserva El Saoud por lesão na coxa.

Aboutrika logo deu ao time egípcio o que faltava para ameaçar Cássio: qualidade no passe decisivo. Aos 20min, o meia acertou bela enfiada para o lateral Fathi, que bateu na saída do goleiro corintiano e acertou a rede pelo lado de fora. Seis minutos depois, novo passe perfeito de Aboutrika para Hamdi no meio da zaga corintiana, mas o atacante dominou mal.

Vendo o adversário dominar o segundo tempo, Tite agiu aos 29min: Romarinho entrou no lugar de Emerson, que teve atuação apagada. Pouco depois, Douglas deu lugar a Jorge Henrique. O Corinthians recuou totalmente e viu o Al Ahly dominar as ações nos minutos finais, com finalizações perigosas contra o gol de Cássio.

Tite trocou Guerrero por Guilherme Andrade nos acréscimos, para reforçar a marcação no meio de campo. E embalado pela torcida que não parou de cantar em Toyota, o time brasileiro se segurou até o fim e avançou à final - não sem uma certa dose de sofrimento.