Goleiro do Corinthians enxerga frio como rival e pede fim de "sustos" no Japão

Acostumado com temperaturas mais amenas em São Paulo, o Corinthians tem enfrentado o forte frio japonês como um dos rivais a ser vencido  durante o Mundial de Clubes. Ao menos é a opinião do goleiro Cássio, que neste sábado concedeu entrevista no Hotel Hilton, onde a delegação brasileira está hospedada em Nagoya.

"Quando joguei na Holanda, por exemplo, era diferente o frio, pois sabíamos que passaríamos dois, três meses de frio. Aqui, a gente tem que se adaptar o mais rápido possível. Precisamos treinar bastante, e o que vamos usar no jogo irá ajudar. Posso usar calça térmica, mas tenho que me cuidar, ficar me aquecendo quando a bola não vem e me manter assim", analisou o camisa 1.

A temperatura em Nagoya durante a noite tem beirado 1º C, clima bem diferente do encontrado no Brasil. O rigoroso inverno japonês pode ser mais prejudicial ao Corinthians do que aos seus demais rivais, como o Chelsea, já acostumado às baixas temperaturas inglesas.

Além do frio, o Corinthians tem encarado outros "obstáculos" ao longo de sua estadia no Japão. Alguns entreveros assolaram o elenco corintiano nos últimos dias, como a abertura de uma das portas do avião em voo de Dubai e também o terremoto que atingiu o país nesta última sexta. Por isso, o goleiro Cássio pediu o fim dos sustos.

"Não senti o terremoto, mas depois de ficar sabendo que não aconteceu nada ficamos tranquilos, nada de anormal. No avião deu um susto o barulho grande que fazia, pois tínhamos que dormir no avião para entrar no fuso horário japonês, mas como vai dormir com aquele barulho? Aí ficamos acordados, não aconteceu nada. Chega de sustos", pediu o camisa 1.

O Corinthians estreia no Mundial de Clubes apenas no dia 12 de dezembro, quando irá enfrentar o vencedor de Al Ahly e Sanfrecce Hiroshima, que se encaram neste domingo, em Toyota.