Ruim de drible e pior média ofensiva: veja nºs do fiasco do Palmeiras

O Palmeiras encerra sua participação no Campeonato Brasileiro de 2012 não apenas com o segundo rebaixamento à Série B de sua história, mas também com números que ilustram de forma expressiva o que foi a campanha ruim do time. Em 18º lugar na tabela, a equipe alviverde teve, entre outras marcas curiosas, um baixíssimo aproveitamento de dribles e a pior média ofensiva entre os 20 times da primeira divisão.

Com somente 39 gols em 38 jogos, o Palmeiras teve o sétimo pior ataque do Brasileiro. Mas o que espanta é que o time paulista também foi o terceiro time que mais finalizou - perde só para Atlético-MG e Náutico. Os dados são todos do Footstats.

Na relação entre finalizações certas e gols, a média é simplesmente a pior da Série A: a equipe conseguiu um gol marcado a cada 5,5 chutes no alvo. Já o campeão Fluminense marcou uma vez a cada 3,2 finalizações corretas, mostrando que um dos principais problemas do Palmeiras não foi na criação, mas na pontaria.

Outra estatística que chama a atenção é a de dribles. O Palmeiras foi o segundo que mais arriscou jogadas individuais no Brasileiro: foram 777 tentativas, contra 801 do São Paulo. Mas a taxa de acerto foi muito ruim: só 69,5% dos dribles deram certo, colocando o time em 13º neste quesito. O melhor foi o Coritiba, com 75,9% de aproveitamento nas fintas.

O Palmeiras só lidera em uma categoria: número de escanteios. Foram 260 ao longo da competição, arma sempre perigosa nos pés de Marcos Assunção. O time também aparece bem nos desarmes (3º lugar) e na posse de bola, onde é o vice-líder, perdendo somente para o São Paulo. Mas as virtudes da equipe não foram capazes de compensar o aproveitamento ruim na frente do gol, nem a retaguarda pouco confiável: com 54 gols sofridos, o time teve a quinta pior defesa da Série A.