Patrícia Amorim reconhece erros, mas pede confiança

Apesar de críticas, presidente diz que arrumou a casa e pede mais três anos no Fla

Patrícia Amorim foi eleita presidente do Flamengo no dia 7 de dezembro de 2009, um dia após a conquista do hexacampeonato Brasileiro. 

Três anos, um Campeonato Carioca em 2011 e muitas polêmicas depois, ela admite que a condução dela junto ao futebol do clube deixou a desejar:

“O que erramos foi no futebol. Demos a hegemonia no Campeonato Carioca ao Flamengo, arrumamos o clube em questão de estrutura e patrimônio, mas sabemos que o resultado foi aquém do esperado. Todas as administrações têm problemas, inclusive a minha, e o meu problema foi no futebol. Mas vamos montar um time forte para mudar isso para 2013”, disse Patrícia. 

Em 2010, o goleiro Bruno foi preso acusado do assassinato de Eliza Samudio. Em 2011 e 2012, Ronaldinho Gaúcho e Luxemburgo tiveram problemas de relacionamento, dos quais o clube foi refém durante a administração de Patrícia.

A atual presidente já garantiu que novos nomes estão sendo procurados para compor a cúpula do futebol no clube:

"Temos o Felipe Ximenes, do Coritiba, o Eduardo Maluf, do Atlético-MG, o Chumbinho do Internacional e o Rodrigo Caetano, do Fluminense. Todos são grandes profissionais, e um deles virá para trabalhar nas contratações, fazer prospecção de mercado. Queremos que um deles venha. Mas tem que ganhar a eleição", ressaltou Patrícia.

Outro aspecto importante, lembrado por ela, é a concessão do Maracanã. Segundo ela, o objetivo é que, em 2013, o Flamengo possua um estádio para jogar: “Vamos lutar a qualquer custo para estar junto à empresa vencedora da licitação do Maracanã, da qual fomos retirados sem mais nem menos. Temos ainda outras duas alternativas: pensamos em construir uma arena menor, em local não definido, ou viabilizar uma pequena arena aqui na Gávea. Vamos trabalhar com essas possibilidades”, enumerou a atual presidente.

“Oposição mostra minha força”

Patrícia Amorim comentou ainda o grande número de chapas de oposição, assim como as críticas à sua gestão no clube. Segundo ela, as uniões da oposição mostram a força de sua candidatura, apesar de ser chamada de incompetente por seus opositores:

“Vejo a união das chapas de uma forma muito tranquila, porque isso mostra a minha força. Que sejam competentes de vencer. Ninguém que é incompetente tem um capital eleitoral sólido. Eu vou ter uma boa votação, isso é notório, e isso que me dá sustentação de que preciso seguir em frente”, analisou Patrícia, que ainda chamou de “especulações” as notícias de que teria conversado para unir-se à chapa de Jorge Rodrigues ou de Bandeira de Mello no dia do incêndio do ginásio de Ginástica da Gávea, na última quinta-feira. E garantiu que nunca cogitou seriamente a possibilidade de desistir da candidatura.

Patrícia comentou também sobre a polêmica na qual se envolveu em setembro, quando se descobriu que ela empregava pessoas ligadas ao Flamengo ou à sua família para trabalhar no gabinete da atual vereadora. Patrícia, aliás, não conseguiu se reeleger nas últimas eleições:

“Você pode perguntar sobre a minha atuação parlamentar ao Eduardo Bandeira de Mello, cujo irmão é assessor da Andréa Gouvêa Vieira, que deu o depoimento à ESPN. Aí eu já te respondo alguma coisa. O que se tentou fazer, e de certa forma conseguiram, foi destruir uma pessoa que trabalha publicamente para conquistar poder interno no Flamengo. Tomara que o sócio tenha capacidade de perceber essa movimentação”, disse Patrícia, visivelmente contrariada, antes de uma frase motivacional que tem tudo a ver com o ano que se passou para ela, tanto dentro quanto fora do Flamengo. “Eu assimilo bem as minhas derrotas e procuro construir novas vitórias”.

Resta agora saber o que acontecerá neste dia 3 de dezembro de 2012 e, principalmente, o que Patrícia Amorim construirá a partir disto.