Oswaldo exalta Botafogo, mas lamenta falta de títulos

2012 foi, mais uma vez, o ano do quase no Botafogo. O clube chegou à final do campeonato estadual e fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, a ponto de sonhar com uma vaga na Copa Libertadores. Mas terminou sua participação, por ora, em 6º lugar – ainda pode ser ultrapassado por Vasco e Internacional, que jogam amanhã, com bons momentos na competição, mas sem ter levantado uma taça sequer. 

Na avaliação do técnico Oswaldo de Oliveira, 2012 deixa um indicativo de que dias muito melhores virão. Para isso, ele defende que o clube dê continuidade ao direcionamento do trabalho atual, mantendo a base do time e fortalecendo a aposta em novos valores. Sem deixar de lado a contratação de reforços.

No final do empate de 2 a 2 diante do Flamengo, os jogadores e comissão técnica se reuniram por um tempo considerável no gramado. Saíram sem falar com a imprensa, e segundo o treinador, o papo prosseguiu no vestiário. De acordo com o comandante alvinegro, muitos jogadores se expressaram e colocaram para fora a insatisfação pelo clube não ter obtido um título. Ainda assim, o sentimento geral, ainda nas palavras de Oswaldo, era de que o grupo ainda tem muito o que conquistar.

"Ninguém está satisfeito por não ter tido conquista. Mas um trabalho está sendo desenvolvido, todos tem convicção de que participaram de um excelente grupo. Reconhecemos a força dos nossos adversários, e isso contribuiu para que não conquistássemos nada. Fica uma história a ser completada. Estou convicto de que avançamos bastante", afirmou. 

"Com o trabalho dos últimos anos, essa continuidade, uma hora ou outra, vai se transformar em título. Uma hora isso tem que aparecer", acrescentou, na entrevista após a última partida do Botafogo em 2012. O treinador retornou ao Brasil após uma longa temporada no futebol japonês, e ressaltou ter ficado satisfeito com o nível do futebol jogado aqui. Oswaldo destacou, especialmente, a qualidade dos jogadores que atuam no futebol brasileiro. 

"A qualidade do jogador me chamou atenção. Impressionante como temos grandes jogadores. Tive prazer de voltar a ver o Ronaldinho jogar. Sempre é legal ver um jogador desse em campo, combinar inteligência com habilidade. Tivemos também o Deco, Juninho Pernambucano, Seedorf, isso só entre os mais experientes", comentou o treinador, citando em seguida Wellington Nem (Fluminense), Lucas (São Paulo) e Zé Roberto (Grêmio).

"Temos um futebol muito rico, e que temos que valorizar muito. Nenhum país do mundo tem o que nós temos com nossa capacidade. Os campeonatos de fora, os europeus, são recheados de atletas estrangeiros", completou.