Olímpico se despede após Gre-Nais inesquecíveis; relembre clássicos

Mas antes disso muitos outros Gre-nais marcantes foram realizados no Olímpico. Aconteceram goleadas, recordes, decisões e lances inesquecíveis. Relembre a seguir os momentos mais marcantes dos clássicos sediados no antigo estádio gremista. 

O princípio 

O Estádio Olímpico foi inaugurado em uma partida entre Grêmio e Nacional-URU, e o primeiro clássico contra o Inter aconteceu apenas uma semana depois. Era esperada uma vitória tranquila do time tricolor, pelo bom momento e pela empolgação da festa. Mas esqueceram de combinar com os jogadores do Inter, especialmente com Larry. Dois meses antes, ele já tinha feito dois gols contra o Grêmio e então resolveu ter uma atuação ainda mais marcante. O centroavante do Inter marcou quatro gols e comandou a goleada do Inter, que aplicou 6 a 2 e acabou com a festa gremista pelo novo estádio. 

Recorde para sempre 

17 jogos de invencibilidade em um Gre-Nal parece um recorde inalcançável nos dias de hoje. Mas em 1975 o Inter conseguiu atingir essa marca e justamente em um confronto no Olímpico. O time colorado venceu o Grêmio por 2 a 1, em um jogo que Falcão até marcou contra, mas nem assim os tricolores reagiram. O máximo que o Grêmio já conseguiu foi ficar invicto por 13 jogos, entre 1999 e 2002.

Gre-nal do orgulho 

É uma imagem inesquecível: André Catimba marca o gol decisivo do Campeonato Gaúcho de 1977, se empolga na comemoração e erra feio ao tentar dar uma cambalhota. Ele se machucou e teve que sair do jogo, mas entrou para a história e comemorou um título inesquecível para qualquer gremista. Afinal, era a época de ouro do Inter. Na década de 70 o time colorado tinha brilhantes jogadores e vivia grande fase. O Grêmio não vencia o estadual há nove anos, mas conseguiu o feito graças ao técnico Telê Santana e também a André Catimba, é claro. 

 Gol relâmpago

Também em 1977, aconteceu no Olímpico o gol mais rápido da história dos Gre-Nais. Aos 14s, o gremista Tarciso lançou para André Catimba, que deu um corta-luz e deixou Iura na frente do gol. Ele disparou e tocou na saída do goleiro Manga, direto para o fundo da rede. Os jogadores do Inter sequer tocaram na bola. Depois disso, Tarciso aproveitou a festa gremista no Olímpico e também fez o segundo gol do jogo, que assegurou a vitória. O Inter até marcou o gol de honra, mas o jogo já tinha sido decidido aos 14s. 

Maior público

Atualmente o Olímpico tem capacidade para 45.000 torcedores, mas no passado todos estádios do Brasil recebiam mais pessoas, mesmo que não fosse da melhor forma possível. Por isso, em novembro de 1981, houve um Gre-Nal com um público de 72.893 pagantes. Nunca mais o Olímpico recebeu tanta gente. 

Era final do Campeonato Gaúcho, os times empataram por 1 a 1, e o Inter ficou com o troféu por ter feito a melhor campanha no octogonal. Ou seja, mesmo com um apoio nunca visto antes ou depois, o Grêmio não conseguiu satisfazer a massa naquela oportunidade.

Gre-Nal das faixas 

Quando os dois times estão bem, sobram confiança e provocações dos dois lados. Foi o que aconteceu em 1983, após o título mundial do Grêmio. O zagueiro colorado Mauro Galvão desafiou: "eles podem ser campeões do mundo, mas aqui no estado mandamos nós", afirmou, em referência ao título estadual conquistado pelo Inter em 1983. Com isso, em janeiro de 1984, foi criado um Gre-Nal para acirrar a rivalidade entre os times. O jogo foi no Olímpico e então o Grêmio conseguiu mostrar porque foi campeão mundial, com a vitória por 4 a 2. 

5 gols e 4 expulsos 

Christian abriu o placar em um Gre-Nal que parecia "normal". Porém, ainda no primeiro tempo, ele mesmo brigou com Otacílio e ambos foram expulsos. Depois, Fernando discutiu com André Santos e mais uma vez os dois receberam vermelho. Com 9 jogadores para cada lado, sobrou espaço em campo para o show de Fabiano Souza, que comandou a goleada histórica do Inter. Em pleno Olímpico, Fabiano deixou Rivarola no chão na jogada do segundo gol, marcado por Sandoval. Depois ele mesmo fez dois gols e ainda comemorou o tento anotado por Marcelo no fim do jogo. O Grêmio até fez dois gols, com Sérgio Manoel e Gilmar, mas o que todos colorados lembram é que, naquele dia, o placar do Olímpico registrou cinco gols para o Inter. 

Ronaldinho humilha Dunga 

Em final de carreira e já consagrado como ídolo, Dunga virou coadjuvante de uma estrela em ascensão. Um garoto franzino, de apenas 19 anos, chamado Ronaldo de Assis Moreira, deu show no volante e em todo time do Inter. O jogo era válido pelo Campeonato Gaúcho, em junho de 1999, e terminou 1 a 0 para o Grêmio. Ronaldinho aplicou um "chapéu" em Dunga e marcou o gol decisivo. Dez anos depois, esse jogo foi muito lembrado por causa da presença de Dunga como técnico da Seleção Brasileira. Ele não convocava o meia-atacante porque este já estava em decadência, mas há quem diga que tudo não passou de uma vingança.

O clima é de tristeza, mas antes haverá uma grande festa. Por causa da construção de uma nova arena os gremistas terão que se despedir do Estádio Olímpico neste domingo, mas o melhor jogo foi escolhido para esse momento: o clássico Gre-Nal encerrará as partidas oficiais nesse palco de tantos jogos marcantes. Grêmio e Inter vão se enfrentar pela última rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo, a partir das 17h (de Brasília), em um clássico que certamente entrará para a história.

Atualmente o Olímpico tem capacidade para 45.000 torcedores, mas no passado todos estádios do Brasil recebiam mais pessoas, mesmo que não fosse da melhor forma possível. Por isso, em novembro de 1981, houve um Gre-Nal com um público de 72.893 pagantes. Nunca mais o Olímpico recebeu tanta gente. 

Era final do Campeonato Gaúcho, os times empataram por 1 a 1, e o Inter ficou com o troféu por ter feito a melhor campanha no octogonal. Ou seja, mesmo com um apoio nunca visto antes ou depois, o Grêmio não conseguiu satisfazer a massa naquela oportunidade.

Gre-Nal dos 100 anos

Em 2009, aquele que é apontado como maior clássico do Brasil completou 100 anos. As histórias do confronto foram relembradas, mas o importante é que em campo os dois times tinham condições de fazer um grande jogo. E assim foi: primeiro o Internacional saiu na frente, com gol de Nilmar aos 24min do primeiro tempo.

Mas o Grêmio tinha vencido o primeiro Gre-Nal da história e queria repetir o feito 100 anos depois. Souza marcou de falta para empatar e, por fim, Maxi López decretou o placar final: vitória do time tricolor por 2 a 1. O jogo era válido pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro, mas mesmo assim foi comemorado como um título.

O fim

O último episódio dos Gre-Nais no Olímpico ainda será escrito neste domingo. Mas a última taça já foi levantada no estádio, em 2011, na final do Campeonato Gaúcho. Foi um confronto simbólico também por causa dos técnicos-ídolos que estavam em campo: Falcão pelo Inter, e Renato Gaúcho pelo Grêmio. 

Quando a bola rolou, o Inter venceu o Grêmio por 3 a 2 e devolveu a derrota sofrida no Beira-Rio pelo mesmo placar. Com isso, a disputa foi para os pênaltis, em que o time colorado levou a melhor. Independentemente do vencedor, foi um grande Gre-Nal no Olímpico, o que deve se repetir neste domingo, marcando assim o fim de uma era. E também o começo de outra, afinal Grêmio e Inter terão um novo palco para construir mais histórias inesquecíveis.