Apoios de peso marcam Chapa Azul, favorita à vitória nas eleições do Fla

Eduardo Bandeira de Mello tem 35% de intenções de voto para hoje

Com grande capacidade financeira e uma plataforma baseada no choque de gestão e profissionalização do clube, a Chapa Azul hoje lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições à presidência do Famengo: 35% dos eleitores rubro-negros querem Eduardo Bandeira de Mello no triênio 2013-2015.

Quando a candidatura da Chapa Azul foi lançada, prometendo um choque de gestão com executivos e empresários de diversas áreas, o candidato era Wallim Vasconcellos, ex-diretor do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). 

Os apoios vieram de todos os lados, principalmente de ex-atletas do clube, entre eles o ídolo maior da torcida, Zico.

Porém, a candidatura de Wallim foi impugnada no dia 8 de novembro. A escolha foi por Eduardo Bandeira de Mello, que continuou com o apoio do que ele chamou de “Dream Team”(time dos sonhos) para os principais cargos relativos ao clube.

O discurso de Bandeira de Mello segue o do seu antecessor: um choque de gestão, com profissionais de diversas áreas, é necessário para fazer o Flamengo voltar a ser um clube repleto de glórias. E Bandeira de Mello responde aos que consideram os envolvidos na Chapa Azul como “aventureiros sem identificação com o Flamengo”:

“Nós apenas nos atrevemos agora a entrar na política do clube, para dar um choque de gestão e devolvermos ao Flamengo um período de glórias que ele já teve, ou até melhor”, contou Bandeira de Mello. Entre os nomes da chapa estão o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, o conselheiro do grupo EBX Flávio Godinho, além do ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni.

Walter D'Agostino, candidato à vice-presidência, lembrou que além do amor ao Flamengo, um aspecto fundamental une os integrantes da Chapa Azul: contestar o status quo do clube, gerido por Patrícia Amorim, considerada a principal culpada pela atual situação do Flamengo:

“Queremos devolver ao Flamengo o título de clube mais importante do Brasil, que hoje não é por falta de gestão. Seria ótimo que tivessemos só um candidato contra essa administração que não agrada a ninguém. A ninguém rubro-negro, a ninguém que sirva ao Flamengo e não se sirva do Flamengo”, criticou D'Agostino.

Rodrigo Tostes, que será o vice de finanças do clube caso Bandeira de Mello vença a eleição, diz que a dívida do Flamengo ainda é um mistério, pela falta de transparência com as contas do clube. Em nome da candidatura de Bandeira de Mello, ele fez uma promessa:

“Não sabemos se o buraco no qual o Flamengo está é de 1, 5 ou 200 metros. Assumimos o compromisso de, nos primeiros 100 dias, fazer um relatório para sabermos o tamanho real do problema. A solução só será possível após essa devassa nas contas do Flamengo”, disse Tostes, garantindo ainda que a candidatura de Bandeira de Mello contratou uma Big Four (auditoria de padrão internacional) para realizar o trabalho.

Ronaldo Gomlevsky, primeiro a confirmar candidatura à presidência do Flamengo, anunciou adesão à Chapa Azul no dia 27 de novembro . Segundo ele, um pedido muito especial fez com que isso acontecesse: “Zico, por e-mail, me pediu para que eu me ligasse à Chapa Azul, e assim eu fiz por respeitar um pedido do meu maior ídolo na vida. Se eu não tenho mais condições de vencer, vou ajudar quem eu acho que tem”, disse Gomlevsky, em la?rimas. 

Ele se considerou, na ocasião, o “fiel da balança” para decidir os rumos da eleição, e a sua adesão deu forças à candidatura de Bandeira de Mello para chegar como favorito nesta segunda-feira.