Andrés espera aval de Lula e Haddad para assumir secretaria em SP

De saída da CBF, Andrés Sanchez já foi sondado por Fernando Haddad para assumir a secretaria de Esportes da prefeitura de São Paulo em 2013. Filiado ao PT de Haddad, que toma posse na capital em 2013, Andrés mostrou interesse na função e deve ser confirmado em seu primeiro cargo público.

Antes de oficializar Andrés Sanchez no cargo, Fernando Haddad irá ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu padrinho político, amigo pessoal e a quem serviu como ministro da Educação. O prefeito eleito deve ouvir sim de Lula e fechar os detalhes para formalizar a indicação. A assessoria de imprensa do petista afirmou que o anúncio do novo secretário de Esportes pode ser feito já nesta quarta-feira, mas não confirmou nem negou o convite a Andrés. 

É aguardado, antes desta oficialização, o pedido de demissão por parte do ainda diretor de seleções junto à CBF. A situação entre Andrés, indicado por Ricardo Teixeira, e o presidente da entidade, José Maria Marin, é insustentável há meses. A gota d'água foi ser deixado de lado na demissão de Mano Menezes, treinador da Seleção Brasileira, na última sexta-feira. Ele sairá da situação diretamente para a oposição a Marin. A aproximação entre Andrés e Fernando Haddad se deu ainda durante a campanha do petista à prefeitura de São Paulo. O ex-presidente corintiano participou de comícios e caminhadas promovidos pela coordenação do petista. Também foi convidado pelo PT, ao qual é filiado, para a festa de comemoração da vitória de Haddad no início do mês.

No novo cargo, Andrés Sanchez deve atuar especialmente em questões ligadas à Copa do Mundo de 2014 e ao estádio do Corinthians, em Itaquera. Junto de Ronaldo, seu principal aliado, também tentará pavimentar oposição forte a Marco Polo Del Nero, hoje vice-presidente da CBF e pré-candidato à eleição da entidade daqui dois anos. O grande trunfo de Andrés é a abertura junto ao governo federal, o que deverá se tornar ainda maior na nova função. As intenções de se tornar presidente da CBF, por outro lado, colocam em dúvida sua participação integral na administração Haddad até o fim de 2016.