Feira de negócios do futebol respira clima tenso em dia de possíveis anúncios

Enquanto as principais figuras do futebol mundial participavam da abertura da Soccerex, feira de negócios do futebol, os olhos estavam voltados para o estande da CBF na manhã desta segunda-feira no Rio de Janeiro. O clima ainda recebe o impacto da demissão do técnico Mano Menezes, na última sexta, e pelo provável anúncio da saída do coordenador de seleções, Andrés Sanchez - deve ser anunciado nesta tarde.

Ainda há a possibilidade de o diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Paiva, anunciar seu desligamento também nesta segunda-feira. Também se espera o que pode acontecer com Marco Polo del Nero, vice da CBF e presidente da Federação Paulista. Nesta manhã, ele teve computadores e documentos recolhidos em sua residência em operação da Polícia Federal. Del Nero alegou que "não tem nada a ver com futebol".

No meio de toda essa confusão, sentado na plateia, o convidado especial do dia, Jérome Valcke, secretário geral da Fifa, deveria querer entender o que acontecia. Valcke não participou da abertura, mas teve tempo para se inteirar nos bastidores.

Ronaldo e José Maria Marín, ambos representando o Comitê Organizador da Copa, Aldo Rebelo, ministro dos Esportes, Sérgio Cabral, governador do Rio, Tony Martin, presidente da Soccerex, participaram da abertura da feira. O evento promete ser, até quarta-feira, palco de discussões em torno das novidades tecnológicas para os próximos anos. Além disso, irá abordar os desafios do Brasil rumo a 2014, discussões sobre transferências internacionais, patrocínios e tudo o que envolve o mundo dos negócios do futebol. De todos os esperados, apenas Del Nero não apareceu.

Ronaldo foi homenageado e recebeu das mãos de Zagallo, seu ex-treinador, o troféu João Havelange. "Conheci ele bem magrinho, mas, como jogava... Foi um dos melhores atacantes que tive como treinador na minha vida", disse o ex-técnico, com bom humor. Ronaldo agradeceu e disse que o "Velho Lobo" foi o melhor técnico com quem trabalhou e com quem teve a melhor relação treinador-jogador de sua vida. "Vamos aproveitar todas as oportunidades de discutir e melhorar o futebol" disse.

Em seguida à homenagem, Jose Maria Marín, com expressão cansada, preferiu elogiar as novas arenas que o Brasil vai ganhar com a Copa do Mundo e com novo relacionamento com o torcedor. "Pretendemos seguir o exemplo vitorioso dos ingleses, com segurança, afastando os vândalos e trazendo as famílias de volta", disse Marín.