Greve geral em Buenos Aires ofusca Superclássico das Américas

A Seleção Brasileira desembarcou na terça-feira em Buenos Aires para a disputa do segundo jogo do Superclássico das Américas contra a seleção da casa. Entretanto, o assunto na capital argentina era outro. Era só caminhar pelas ruas vazias da cidade que era possível notar que não foi um dia normal na vida portenha.

"Não se acostume, o trânsito não é sempre tão bom assim", disse o taxista que levou a reportagem do Terra do Aeroporto de Ezeiza à Buenos Aires. O caminho contava com poucos carros, já que uma greve geral parou a cidade e afastou as pessoas das ruas.

A paralisação foi convocada pelas centrais sindicais como forma de protesto contra a administração da presidente Cristina Kirchner. A greve fechou boa parte do comércio de Buenos Aires, prejudicou o transporte público e fez com que uma data normal parecesse um feriado nada festivo.

Além disso, vias importantes da cidade foram bloqueadas e alguns voos que saíam de Buenos Aires foram cancelados. A manifestação, no entanto, se encerrou com o final da terça-feira, e não prejudicará diretamente o Superclássico. Por outro lado, a partida está longe do foco da população local.

"Amanhã jogam Brasil e Argentina?", surpreendeu-se o portenho Claudio Ponce, que caminhava na região da Casa Rosada, sede do governo federal, acompanhado pela mulher e do filho ainda bebê. A área, normalmente tomada por pessoas, contava com poucos turistas que sacavam fotos do prédio e da Plaza de Mayo.

Ponce, que trajava uma camisa da seleção argentina, deu ainda outro exemplo de seu desconhecimento sobre o Superclássico. O portenho apostou em vitória brasileira por 2 a 0 porque "Messi não faz nada com a camisa argentina", ignorando o fato de que somente atletas que atuam em Brasil ou Argentina foram convocados.

Sem Lionel Messi, a seleção da casa enfrenta os brasileiros a partir das 22h (de Brasília) em La Bombonera. No primeiro jogo, o Brasil conseguiu vitória por 2 a 1, e conta com a vantagem do empate para conquistar o título que já foi do País em 2011. Troféu que, caso venha  para a Argentina, será uma exceção alegre em meio ao momento complicado da nação.