Sabatini explica aposentadoria precoce: "não tinha mais paixão"

São Paulo - Aos 19 anos, a ex-tenista argentina Gabriela Sabatini já estava entre as dez primeiras no ranking profissional feminino do esporte. Sete temporadas mais tarde, ela deixou de lado a raquete e voltou maior dedicação à fragrância que leva seu nome.

Hoje, aos 42 anos, ela conta ao Terra a principal razão que a tirou das quadras: "para praticar o tênis é preciso ter muita paixão e eu estava em um momento em que não tinha mais paixão".

Em visita ao Brasil para promover o perfume que se tornou sucesso no País, a atual empresária conta que não pratica mais tênis nem por hobby. "Nunca me arrependi de ter deixado o esporte", disse, em entrevista concedida no Hotel Tivoli, em São Paulo. "Estava mentalmente muito cansada. O esporte exige total dedicação", explica.

Sabatini, porém, tem boas lembranças do período em que vivia para o tênis, como a do brasileiro Carlos Augusto Kirmayr, que foi seu treinador. Com sorriso largo no rosto, diz que ainda mantém contato e que aproveitaria a visita ao Brasil para encontrá-lo.

Nascida em Buenos Aires em 1970, Sabatini chocou o mundo ao alcançar a semifinal de Roland Garros de 1985, aos 15 anos. A argentina se aposentou aos 26, com 27 títulos profissionais no currículo - com destaque para o Aberto dos Estados Unidos de 1990. Ela ainda conquistou a medalha de prata dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988.

Após contar que ainda lhe faltam quatro anos para concluir seus próprios estudos, Gabriela Sabatini ressaltou: "é muito difícil conciliar o esporte e os estudos, mas aconselho os novos atletas a tentar estudar pelo menos à distância".

Aos jovens que querem se dedicar ao esporte, ela deixa mais um recado: "não há segredos. É muito trabalho, muita dedicação e disciplina. Trata-se de melhorar e crescer a cada dia. Fixar um objetivo e seguir", diz. "É preciso ser apaixonado, acima de tudo".