Presidente de Comitê Paralímpico quer Brasil "atrevido" em 2016 

Com o ciclo olímpico de Londres encerrado oficialmente com a chegada da bandeira paralímpica ao Rio de Janeiro, na noite desta segunda-feira, o momento agora é de planejamento para os Jogos de 2016 na capital fluminense. E para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro é o momento de o Brasil ser "atrevido" em seu objetivo de ficar, pelo menos, entre os cinco primeiros colocados no quadro geral de medalhas.

"Vamos fazer uma análise e ver se quinta (posição) é pertinente ou não. Essa revisão já estava prevista. Podemos almejar um quarto lugar, é viável", explicou Andrew Parsons, presidente do CPB. "A concentração de medalhas de ouro está nas mãos de poucos países, é nesse grupo que o Brasil de forma atrevida está entrando", continuou.

Em Londres, o Brasil obteve a melhor colocação de sua história no ranking dos medalhistas ao ficar com o sétimo lugar com 21 medalhs de ouro, 14 de prata e 8 de bronze, num total de 43 pódios. Os carros-chefes destas conquistas foram natação e atletismo, o que traz também, para 2016, o desafio de ampliar o leque de possibilidades para os paratletas brasileiros.

"Planejamos um intercâmbio maior com países como Rússia e China, potências dentro da Paralimpíada, para atingir este objetivo. Queremos diversificar porque é esse o caminho. Já começamos esse trabalho, já estendemos o planejamento, e estamos fazendo reuniões", apontou Parsons, que ainda exaltou as modalidades que já começam a dar frutos.

"O goalball conquistou sua primeira medalha (prata no masculino), tivemos nosso primeiro atleta classificado na esgrima (Jovane Guissone), que já ganhou o ouro, então o planejamento é esse, sem deixar de lado também que o Brasil, pela quantidade de medalhas que conquista, não pode deixar de ter a natação e o atletismo como carros-chefes", disse ainda o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Por fim, ele pediu mais apoio do setor privado para que possa ultrapassar a meta estipulada pelo CPB. "O Brasil paraolímpico é um país que vence. E é impressionante que o empresário brasileiro ainda não tenha voltado os olhos para isso. O (Alan) Fonteles ganhar do (Oscar) Pistorius é como alguém ganhar do (Usain) Bolt, era o comentário de todas as pessoas na vila paralímpica", finalizou sobre o atleta brasileiro que venceu a final dos 200m T44, ultrapassando na linha de chegada a sensação sul-africana.