Marin garante Mano até 2013 e diz que vaias são "teste" para o Brasil

A pressão no Estádio do Morumbi na vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul não mudou o pensamento do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, em relação ao trabalho de Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira. O treinador foi muito cobrado pelas arquibancadas após o futebol fraco em São Paulo.

Na chegada ao Hotel Transamérica, onde os brasileiros se concentram para o duelo contra a China às 22h (de Brasília) desta segunda-feira, o mandatário disse que o caminho percorrido está correto. "Eu acho que nós estamos dentro da etapa que tem de ser cumprida", afirmou.

Marin assegurou a permanência de Mano Menezes após os Jogos Olímpicos de Londres e mantém o discurso que dará suporte ao treinador até pelo menos a Copa das Confederações de 2013. Porém, a falta de um futebol convincente faz com que o presidente seja pressionado por pessoas próximas a mudar de treinador.

Especificamente sobre as vaias no Morumbi, Marin repetiu o discurso dos jogadores e viu a manifestação mais como "clubismo". Tenho certeza do apoio popular. "Faz parte dos grandes centros esportivos esse tipo de coisa porque são lugares com concentração de grandes clubes. É natural que eles torçam contra determinado jogador. O corintiano se junta com o são-paulino, com palmeirense, com determinado santista... Faz parte", afirmou.

Marin ainda disse que este tipo de comportamento é histórico e lembrou de um episódio célebre no futebol brasileiro, quando Julinho Botelho, então substituto de Garrincha e atuando no futebol paulista, entrou no Maracanã debaixo de muitas vaias e saiu aplaudido. "É um teste para o nosso jogador, faz parte", disse.