F1: batida de Grosjean causa R$ 1,8 milhão de prejuízo às equipes 

O acidente provocado por Romain Grosjean antes da primeira curva do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1, no último domingo, não causou danos físicos aos pilotos envolvidos, mas sim prejuízo econômico às equipes. Conforme publica nesta quarta-feira o site do jornal espanhol Marca, a conta para as escuderias chega a quase 700 mil euros (aproximadamente R$ 1,8 milhão).

Perto da curva La Source, Grosjean jogou o carro para a direita logo após a largada do GP da Bélgica e primeiro bateu no britânico Lewis Hamilton. Com o toque, o piloto da Lotus perdeu o controle do carro, acertando a traseira do mexicano Sérgio Perez e voando por cima do espanhol Fernando Alonso. Todos os pilotos envolvidos abandonaram a prova.

Por causa do incidente em Spa-Francorchamps, o francês foi suspenso por uma corrida e será substituído na etapa da Itália, em Monza, neste fim de semana, pelo belga Jerome D'Ambrosio, reserva da Lotus.

Segundo o Marca, os gastos que a própria Lotus, além de McLaren, Ferrari e Sauber terão considerando-se a soma das peças quebradas nas batidas chegam a 700 mil euros. O dinheiro, de acordo com o jornal, terá de ser desembolsado pelas próprias equipes, visto que na Fórmula 1 não há seguros nesse caso. O cenário seria diferente se um elemento externo tivesse provocado o acidente - nessa hipótese, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a Formula One Management (FOM) ou os organizadores da prova arcariam com os custos.

O incidente, ainda segundo o jornal, provocou prejuízo "em praticamente todas as peças possíveis de um carro". Ainda assim, as escuderias tiveram certa sorte, pois o componente mais caro de um veículo do tipo, o motor, não foi afetado pelos impactos de domingo. Estima-se que o preço médio de um propulsor da categoria seja de 200 mil euros (R$ 513,6 mil).

Antes do GP da Bélgica, Grosjean já havia se envolvido em pelo menos sete confusões na primeira volta das corridas de 2012. De acordo com o mesmo diário, os destroços provocados pelos acidentes anteriores do piloto já somavam 563,5 mil euros (R$ 1,4 milhão).