Atletismo paralímpico já garantiu pelo menos mais cinco medalhas 

Dois dias após conquistar a medalha de ouro nos 200 m T46, o alagoano Yohansson Nascimento voltou a brilhar no Estádio Olímpico de Londres. Na manhã desta terça-feira, durante prova eliminatória, o brasileiro não só se classificou para a final dos 400 m T46, como também quebrou o recorde paralímpico da prova em sua categoria - T45 -, se credenciando como um dos favoritos a conquistar medalhas.

Outro brasileiro a disputar a prova, Emicarlo Souza não teve um desempenho tão bom quanto o de Yohansson, mas mesmo assim garantiu vaga na final com o sétimo tempo - 50s40. Contando com os dois brasileiros entre os oito finalistas, a disputa de medalhas dos 400 m T46 será realizada ainda nesta terça-feira, às 16h54 (de Brasília).

E após a dobradinha de Terezinha Guilhermina e Jerusa Santos nos 200 m rasos T11 (para atletas deficientes visuais), a final dos 100 m rasos T11 também terá maioria brasileira no pódio. Isso porque, com a classificação de Terezinha Guilhermina - com direito a quebra de recorde paralímpico -, Jerusa Santos e Jhulia Santos à final da prova, que contará com apenas quatro atletas, o Brasil garantiu no mínimo duas medalhas na disputa.

A final dos 100 m rasos T11, que, além das três brasileiras, contará com a chinesa Juntingxian Jia, será realizada na próxima quarta-feira (05), às 16h17 (de Brasília). 

E Daniel Silva, Lucas Prado e Felipe Gomes também ganharão no mínimo duas medalhas para o Brasil nos 200 m rasos T11 (para atletas deficientes visuais). Na manhã desta terça-feira, os três brasileiros se classificaram para a final da prova, que terá quatro atletas, e que, com isso, seguramente terá um pódio majoritariamente "verde e amarelo".

A grande final dos 200 m T11, que trará no mínimo mais duas medalhas para o Brasil, será disputada ainda nesta terça-feira, às 16h15 (de Brasília), no Estádio Olímpico de Londres.

Em outras provas do atletismo que contaram com participações de brasileiros na manhã desta terça-feira, destaque para a desclassificação de Thierb Siqueira, que terminou a prova dos 400 m T12 (para atletas deficientes visuais) muito a frente de seu atleta-guia - o regulamento afirma que os atletas só podem se distanciar de seus guias nos últimos 10 metros, algo que, segundo a organização, não aconteceu. A delegação brasileira entrou com um recurso para reverter a desclassificação e aguarda a decisão.

Já nos 100 m rasos T46 (para atletas amputados e les autres), Sheila Finder garantiu vaga na final com o sexto tempo. Na mesma prova, a cubana Yunidis Castillo marcou 11s95, quebrou o recorde mundial e avançou na primeira colocação.