Mano joga por alívio antes de reencontro com torcida brasileira 

A disputa de amistosos quase sempre no exterior faz com que o encontro entre a Seleção Brasileira e o torcedor de arquibancada seja raro. Porém, o mês de setembro reserva três datas de jogos em território nacional, mas justamente no instante em que Mano Menezes e seu time vivem o momento mais delicado no trabalho iniciado em 2010. Por isso, uma vitória no amistoso contra a Suécia, nesta quarta-feira, em Estocolmo, significará alívio para o treinador.

Após a prata nos Jogos Olímpicos de Londres, o presidente da CBF, José Maria Marin, garantiu a permanência de Mano. Porém, tudo pode mudar caso o Brasil não encaixe um bom futebol e resultados nos próximos amistosos. Com o agravante de a pressão popular aumentar muito com a passagem da Seleção pelo País.

O primeiro duelo será justamente em um palco em que historicamente o Brasil sofre críticas quando joga, o Estádio do Morumbi. O adversário é fraco, a África do Sul, mas a lembrança pela derrota na final olímpica ficará fortalecida em caso de novo tropeço contra a Suécia nesta quarta. O Brasil ainda enfrentará a China no Recife e a Argentina em Goiânia, onde se esperam menos cobranças.

Até o momento, o Brasil disputou apenas três partidas no Brasil desde que Mano assumiu como técnico: contra a Holanda em Goiânia, Romênia em São Paulo e Argentina em Belém. Ganhou duas, empatou contra os holandeses e passou sem muitos atritos com a torcida. Porém, desde então, muito mudou.

As críticas populares, que já eram fortes desde o fiasco na Copa América e derrotas para os grandes do futebol em amistosos, aumentaram com a prata olímpica. O quanto essa pressão pode interferir em uma mudança é um incógnita, mas Mano sabe que chegará ao Brasil precisando mostrar trabalho para seguir tranquilamente no cargo.

Além da palavra de continuidade de Marin, o treinador tem a seu favor o pouco espaço de tempo entre jogos até o final do ano. Ao todo, tirando o duelo contra a Suécia, serão mais sete. Dificilmente o presidente da CBF fará uma mudança de comando na pressa. Na próxima semana já está marcada uma nova convocação.