Seleção de vôlei se surpreende com críticas dos EUA sobre comemoração

Após ganhar o ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, a Seleção Brasileira feminina de vôlei não escondeu a alegria do bicampeonato no pódio, cantando e dançando enquanto ocorria a premiação. A postura foi criticada por parte da imprensa americana e algumas jogadoras da seleção dos EUA, causando surpresa nas brasileiras.

"A gente nem acreditou quando ouviu (falar disso), batemos palmas para elas (no pódio), talvez estivessem magoadas", disse Thaisa, que lembrou que o time gritou "USA, USA", tradicional grito de apoio para as americanas, na hora da entrega das medalhas. "É direito delas acharem o que quiser", completou.

Outra que discorda das críticas é a oposto Sheila, que pegou o microfone das mãos da companheira para lembrar que não havia alguma obrigação de o Brasil se sentir envergonhado com o fato de só conseguir se classificar para a fase eliminatória por causa da ajuda americana: "nos classificamos com a ajuda delas, mas estávamos na final por nossos méritos, por favor né gente?", disse.

Já o técnico José Roberto Guimarães preferiu exaltar a postura americana ao não entregar a partida para a Turquia, o que eliminaria o time brasileiro do torneio: " não esperava outra postura dos Estados Unidos", afirmou o treinador, lembrando que as equipes já estiveram em situações opostas.

Na Copa do Mundo de vôlei de 2003, o Brasil já estava classificado para os Jogos de Atenas e enfrentava a Itália, sendo que uma derrota brasileira obrigaria os EUA a disputarem o pré-olímpico, possibilidade que não foi concretizada. Daniela Scott e Logan Tom fizeram parte tanto dos times americanos de 2003 quanto de 2012.

Sobre o momento mais difícil em Londres, Zé Roberto não teve dúvidas de responder que foi o momento em que a Seleção não dependia mais de si mesma para sobreviver na Olimpíada: "depois do jogo contra a Coreia do Sul perdemos o controle da situação, não dependia mais da gente, foi a coisa mais horrível que aconteceu com esse grupo", concluiu o treinador.