Presidente da CBF manterá cobrança a Mano em amistosos 

O apoio ao trabalho de Mano Menezes após a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres não amenizará as cobranças do presidente da CBF, José Maria Marin, nos próximos amistosos da equipe. Oficialmente, a palavra é de suporte no trabalho até a Copa das Confederações, mas os resultados nos jogos preparatórios serão fundamentais para que o projeto tenha continuidade sem sobressaltos.

Marin espera por uma reação da Seleção já nesta quarta-feira, quando enfrenta a Suécia em amistoso. Apesar de ser um jogo festivo pele fechamento do Estádio Rasunda, o presidente quer seriedade e encara a partida como o início da preparação para o grupo da Copa do Mundo de 2014.

Na sequência do amistoso contra a Suécia, a Seleção tem duas partidas em casa, em setembro, que servirão como termômetro para testar a popularidade de Mano Menezes junto ao torcedor. Marin evita colocar a sequência de três jogos como definitivos para avaliação, mas a situação pode ficar insustentável em caso de fracassos. Além da Suécia, o Brasil enfrenta África do Sul, em São Paulo, e China, no Recife.

Marin diz que a pressão popular não vai afetar na discussão do que é melhor para a Seleção, mas os resultados e o futebol apresentado sempre são avaliados. Ainda neste ano, além dos já citados, Mano vai comandar a Seleção em dois jogos contra a Argentina no Superclássico das Américas e em mais três amistosos a serem confirmados.

O pouco intervalo entre os jogos pode trabalhar a favor de Mano Menezes. Marin avalia até o momento que o saldo da Olimpíada foi positivo, com a formação de uma base para a Seleção, o que dá um fôlego extra a Mano neste começo de etapa. Dificilmente o presidente da CBF fará qualquer mudança sem planejamento e sem ter acertado com o substituto.

Além da pressão popular, Marin conviverá com opiniões de pessoas próximas, como diretores. O mais próximo deles, o vice-presidente da região Sudeste Marco Polo Del Nero, está em Estocolmo, mas diz que não vai fazer nenhuma avaliação sobre o trabalho de Mano, só quando for perguntado pelo presidente.