Sem salários há 5 meses, Zico ameaça deixar seleção do Iraque 

O ex-craque Zico sempre foi afeito a desafios. Foi assim quando foi jogar e treinar no Japão e na oportunidade na qual assumiu um time uzbeque. A última aventura, porém, não vem agradando ao atual técnico. Zico reclamou, nesta quinta-feira, dos problemas de comandar a seleção do Iraque e avisou que dificilmente voltará ao país do Oriente Médio.

"Sempre soube das muitas dificuldades, anos de guerras, sofrimento do povo, mas não contava com alguns obstáculos que talvez me levem a deixar o cargo antes de cumprir a missão", desabafou o ex-meia, que não recebe salários há cinco meses, em seu site oficial.

Zico diz que aceitou o convite porque o objetivo era ousado: fazer uma boa campanha na Copa de 2018. No entanto, alguns percalços o desanimaram. "A Federação ainda não consegue atuar profissionalmente. A programação, o apoio aos atletas e até mesmo a logística são itens que ainda estão muito aquém do necessário. Tenho sete jogadores na lista para o jogo do dia 11 de setembro que nesse momento não têm aonde jogar. Sem clube e sem treino, logo, sem ritmo. E a Federação não atua", acrescentou.

O ex-jogador da Seleção Brasileira contou, por fim, que pediu garantias para continuar no cargo. Contudo, sua saída parece iminente. "Como disse, parece um acerto difícil porque preciso de garantias de que teremos tranquilidade para trabalhar. Por tudo isso, a tendência é que agora eu fique de vez no Brasil até que surja nova proposta. Vamos ver o que vai acontecer", completou.