Com tênis autografado, argentinos "invadem" Foz para ver seleção

 Os argentinos "invadiram" Foz do Iguaçu para ver a Seleção masculina de basquete do país estrear no torneio amistoso Super Four. Antes da partida da equipe contra o Chile, marcada para as 18h (de Brasília) desta quarta-feira, muitos fãs fizeram festa no Ginásio Costa Cavalcanti e pediram autógrafos até em tênis.

A imagem que chamou a atenção foi provocada por uma criança pedindo para Sergio Hernández, auxiliar técnico de Julio Lamas na Argentina, assinar um tênis branco. Sucessor de Ruben Magnano, atualmente na Seleção brasileira, Hernandez era treinador na Olimpíada de Pequim 2008, quando a medalha de bronze foi conquistada.

O ginásio, com capacidade para pouco mais de 3 mil torcedores, estava tomado por argentinos no setor dedicado a eles, atrás de uma das tabelas. A reportagem do Terra encontrou nas arquibancadas inclusive uma seleção sub-15 de basquete, da província de Misiones, fronteiriça com Foz do Iguaçu.

Enquanto os jogadores argentinos faziam aquecimento em quadra, os jovens gritavam os nomes dos atletas e pediam autógrafos quando estes se aproximavam, na hora de se dirigir ao vestiário ou de sair de lá.

Em uma bandeira da Argentina, Renzo Rabello, 14 anos, conseguiu as assinaturas de Hernández e do armador Pablo Prigioni. O garoto estava acompanhado de mais outros seis colegas da seleção de Misiones. No grupo, aquele que havia vindo de mais longe foi Emiliano Santa Cruz, 15, de Posadas, a 312 km de Foz do Iguaçu.

De Porto Iguaçu, cidade localizada na fronteira com o Brasil, Hilbert Pedro, 15, arriscava um "portunhol" e animava-se em perguntar se os principais jogadores da Seleção verde e amarela entrariam em quadra mais tarde, às 20h, para encarar a Espanha B. Ele disse que seu jogador preferido do time era Nenê e classificou Magnano, campeão olímpico com a Argentina em Atenas 2004, o melhor técnico da história do país.

Entre os argentinos, o principal ídolo do grupo de fãs era o do ala-armador Manu Ginóbili. Surpreendidos, os jovens não gostaram de saber da reportagem que o astro não participaria da partida desta quarta. Apesar de não ter nenhuma lesão, foi poupado e só deve atuar nesta quinta, na final ou na decisão do terceiro colocado do Super Four.

Eles se tranquilizaram um pouco, porém, ao serem informados de que pelo menos Luis Scola jogaria. Um dos garotos, Maximiliano Frey, 14, vestia o uniforme alviceleste número 4 do ala-pivô. Pouco tempo depois, Scola deixou o vestiário para praticar arremessos dentro da quadra e teve o nome gritado pelos fãs. Ele acenou e respondeu que depois voltaria para tirar fotos e dar autógrafos.