As constantes vaias de torcedores do Bayern de Munique direcionadas ao atacante holandês Arjen Robben, que perdeu um pênalti na prorrogação da final da Liga dos Campeões contra o Chelsea, revoltaram os colegas do jogador na seleção. As manifestações aconteceram no amistoso entre Bayern e Holanda realizado na última terça-feira, na Allianz Arena, vencido pelo clube alemão por 3 a 2.
O técnico da seleção holandesa, Bert van Marwijk, disse que ficou "indignado" com o tratamento dos torcedores a Robben, que atuou por sua equipe nacional e entrou em campo aos 25min do segundo tempo. Segundo a agência ANP, o treinador disse que o ocorrido foi um "escândalo" e que espera que o atleta "saia fortalecido" do episódio.
Outro compatriota a manifestar revolta foi o volante Mark van Bommel, ex-jogador do Bayern, que acaba de trocar o Milan pelo PSV. O capitão holandês disse que Robben é "um dos líderes" do Bayern, mas "ninguém quer apoiá-lo". Ele ainda disse que Robben deveria "se perguntar se ainda quer usar a camisa do clube".
O meia Wesley Sneijder foi além e disse que Robben "pode ir quando quiser" para a Inter de Milão, clube que defende desde 2009. O pênalti perdido pelo atacante holandês na final da Liga dos Campeões fez com que a decisão contra o Chelsea terminasse empatada por 1 a 1 e fosse para as penalidades. O clube inglês ganhou a disputa por 4 a 3 e se sagrou campeão europeu.