Após vaias, Cristóvão Borges diz que não se sente ameaçado 

Bastante hostilizado pela torcida durante a vitória por 2 a 1 diante do Lanús, da Argentina, o técnico do Vasco, Cristóvão Borges, disse que não se sente ameaçado de perder o cargo. Para ele, a manifestação dos torcedores é compreensível, a partir do momento em que discordam de alguma medida tomada por ele.

"Não me sinto ameaçado. Sei como isso funciona. Estou no futebol há muito tempo. Temos é que trabalhar. Os resultados têm sido bons. Essas manifestações acontecem em alguns momentos. É natural", afirmou, na entrevista coletiva após a partida de ida pelas oitavas de final da Taça Libertadores.

Cristóvão frisou que a torcida paga o ingresso e tem direito de se manifestar. Questionado sobre as vaias, ressaltou que elas foram direcionadas para ele, e não para o time.

O estopim da revolta dos torcedores contra Cristóvão foi a substituição do meia Felipe por Felipe Bastos, no segundo tempo. Ao justificar a medida, Cristóvão argumentou que o Vasco não estava se recompondo bem na defesa.

"A gente estava começando a não ter uma recomposição tão rápida. Isso foi natural pelo ritmo alto que jogamos no primeiro tempo. Com a troca, melhoramos a recomposição, mas tecnicamente caímos, pois erramos muitos passes", comentou.

O treinador exaltou a atitude dos jogadores, que o esperaram e o acompanharam na saída do campo. Segundo Cristóvão, isso demonstra a união do grupo, nos bons e maus momentos. "É bacana, é legal. Não é que tenhamos a preocupação de externar isso. O ideal seria que não fosse necessário acontecer isso", admitiu.

O técnico cruzmaltino lamentou ter tomado um gol do Lanús. Ele destacou que o principal objetivo era ganhar sem levar gols. No entanto, ressaltou que o Vasco segue com vantagem para o jogo de volta, na quarta-feira que vem, na Argentina. "É uma pena não ter fechado o jogo sem tomar gol. Estávamos com uma vantagem boa", observou.

Para o jogo de volta, na Argentina, ele disse esperar o Lanús com um atacante a mais, buscando pressionar o Vasco o tempo todo. A expectativa é pelo retorno do zagueiro Dedé, que foi liberado para treinar com bola pelo departamento médico. "Vai depender dos treinamentos, a resposta que ele vai dar. Correndo tudo bem, há grandes chances de ele voltar".