Com cabeça em Londres, jogadoras reconhecem facilidade de Pré-Olímpico 

Atual campeã olímpica, em Pequim 2008, a Seleção feminina de vôlei se prepara para a disputa do Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano, que acontece entre os dias 8 e 14 de maio, em São Carlos (SP). Apesar de pregar respeito às adversárias, as brasileiras reconhecem que não devem encontrar trabalho para conquistar a vaga e até já analisam as possíveis adversárias nos Jogos de Londres 2012.

"A gente vai pro Pré-Olímpico com uma cabeça boa. Está todo mundo em prol de um objetivo que é ir a Londres. A gente sabe que as equipes são inferiores, mas vão dar trabalho de qualquer maneira porque estão sem responsabilidade nenhuma", comentou a ponteira Jaqueline, campeã da Superliga Feminina com o Sollys/Osasco, em evento de um patrocinador na última sexta-feira.

Companheira de Jaqueline na Seleção, a ponteira Paula Pequeno também evita o discurso soberbo, mas espera uma classificação à Olimpíada sem dificuldades. "A gente não sabe como os outros times estão, não acompanhamos muito. Precisamos juntar nossas forças, manter o objetivo muito claro na cabeça e tentar fazer o nosso melhor o quanto antes, sem muito desgaste", disse a jogadora do Vôlei Futuro.

"A gente está numa maratona justamente por causa do Pré-Olímpico, então que a gente aproveite essa chance para conseguir a nossa vaga na Olimpíada, e sem mais desgastes extras. Agora o que a gente menos precisa é desgaste", disse, se referindo à sequência de competições do Brasil antes dos Jogos de Londres, com o classificatório em maio e o Grand Prix em junho.

O discurso das duas atletas converge em relação ao que pensam sobre as chances de acontecer uma "zebra" no torneio continental. "Não existe chance da Seleção perder essa vaga", comentou a confiante Jaqueline, e Paula Pequeno endossou o coro: "não passa pela cabeça não conseguir passar do Pré-Olímpico. Não que a gente menospreze, pelo contrário, estamos preparados para não ter surpresa."

Principais adversárias em Londres

A confiança das atletas na classificação para Londres é tamanha, que ambas já escolheram as principais adversárias da Olimpíada e asseguram que voltarão para a casa com a medalha de ouro novamente.

"Os maiores rivais são todos os grandes times. Estados Unidos, Rússia, Cuba, China, a própria Sérvia e Itália. São seis times que a gente sabe que serão grandes adversários. Todos vão lutar com todas as armas, todo mundo fortemente munido. Tanto parte física, como técnica, tática, todos vão estar no ideal, então temos que tomar muito cuidado", analisou Paula Pequeno.

"Tivemos algumas baixas importantes, mas ao mesmo tempo a base foi mantida, então agora, quatro anos depois, a Seleção está muito experiente. E as meninas novas vêm muito talentosas e esforçadas, conseguiram se integrar ao grupo muito bem. Então eu tenho ótimas esperanças de que a gente faça uma ótima Olimpíada e traga esse bi para o Brasil", acrescentou a jogadora.

Menos cautelosa, Jaqueline escolheu Estados Unidos, Rússia e Itália como os melhores times. "São equipes que vão em busca e vão brigar pelo ouro, mas a gente não vai deixar não", prometeu.