Chefe pressiona Massa: tem que aprender com Alonso, não desafiá-lo 

"Pelo bem do seu futuro na Fórmula 1", Felipe Massa "precisa melhorar" na temporada 2012 da Fórmula 1. As palavras entre aspas vieram da boca de Stefano Domenicali, chefe de equipe da Ferrari. Em entrevista publicada pelo jornal espanhol El Mundo, um dos maiores generalistas da Espanha, o italiano admitiu a pressão sobre o piloto brasileiro.

Segundo as declarações de Domenicali, "Felipe necessita aceitar que está encarando um companheiro de equipe muito forte e necessita assumir um papel claro em vez de tentar tirar vantagem". De acordo com o dirigente, "você precisa aprender com Fernando (Alonso), não desafiá-lo".

O desafio até aqui no ano tem sido amplamente favorável a Alonso. Ele bateu o parceiro em todos os quatro treinos classificatórios já realizados e soma 37 pontos no Mundial de Pilotos, contra nenhum do brasileiro. Em 2011, a disputa interna da Ferrari também havia sido vencida pelo espanhol (257 pontos a 118), assim como em 2010 (252 a 144). No Grande Prêmio do Bahrein, que começa às 9h (de Brasília) deste domingo, o espanhol largará na nona posição, cinco à frente do companheiro.

Explicando melhor seu raciocínio, Domenicali apontou que desafiar "é o modo de ser destruído por um parceiro como Alonso ou (Michael) Schumacher, que são verdadeiros canibais". O corredor espanhol soma dois títulos da F1, ambos com a Renault, em 2005 e 2006; já o alemão é heptacampeão da categoria, com cinco conquistas a bordo da Ferrari entre 2000 e 2004.

Criticado por boa parte da imprensa italiana, Massa já foi chamado de "inútil" neste ano pela revista Autosprint, enquanto que o jornal La Stampa apontou que ele está apenas "desperdiçando gasolina" a bordo do carro vermelho. Pressionado, o piloto, 30 anos, "precisa melhorar", conforme admitiu Domenicali, sendo que o contrato com a escuderia italiana vence ao fim desta temporada.

Alonso, por sua vez, tem vínculo com a Ferrari até 2016, exerce um "papel central no time" e "participa dos assuntos importantes", ainda nas palavras do dirigente. Decepcionado com o desempenho do novo modelo vermelho, o F2012, Domenicali disse também que a escuderia tem "a obrigação moral" de ser campeã do mundo ao lado do corredor nascido em Oviedo, 30 anos, que há três trocou a Renault pela fábrica de Maranello.