Chefão da Fórmula Um diz que se sente seguro no Bahrein 

O susto passado pela Force India com uma explosão na noite de quarta-feira não coloca em risco a segurança no Grande Prêmio do Bahrein. Pelo menos é isso o que afirma o chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone. Para reforçar sua tese, o inglês disse que aceitaria acompanhar a equipe no percurso do circuito do Sakhir até o hotel sem a necessidade de escolta.

Ecclestone conversou com a reportagem da emissora britânica BBC na manhã desta sexta-feira, quando já se especulava que a Force India desistiria de participar do segundo treino livre para a corrida por não se sentir segura depois do incidente ocorrido na quarta - a informação foi confirmada depois, e sem essa atividade a escuderia pôde deixar o hotel ainda sob a luz do dia.

Defendendo que o Bahrein é seguro, o presidente da Formula One Management (FOM, empresa detentora dos direitos comerciais da categoria) afirmou que, se a equipe indiana estivesse "o mais mínimo possível preocupada em qualquer horário deixaria normalmente o circuito". Ele ainda apontou que poderia "viajar no veículo deles de volta ao hotel sem alguma escolta ou policiamento".

Novamente citando a Force India, Ecclestone ainda disse que, caso o time assim queira, pode ter seus funcionários acompanhados por policiais. Porém, o inglês se definiu "feliz" por "viajar sem" escolta e assim apontou não achar que a equipe tenha "alguma necessidade de estar preocupada".

Apesar das declarações do dirigente, que foi fotografado nesta sexta conversando com integrantes da Force India no paddock do autódromo, a escuderia só participou da primeira sessão de treinos do dia. Assim, os pilotos Paul di Resta e Nico Hulkenberg ficaram sem trabalhar à tarde, permitindo que todos os funcionários deixassem o circuito mais cedo.

Chefe da Force India, Bob Fernley apontou à mesma BBC que apoia a realização do GP do Bahrein, mas argumentou que precisa fazer "o melhor possível para assegurar que a equipe esteja segura". Ele ainda afirmou que sabia da existência de "um muito pequeno risco" de fazer a prova no país que vive instabilidade política ainda na esteira da Primavera Árabe - onda revolucionária de manifestações que começou em dezembro de 2010 depondo o presidente da Tunísia e se espalhou por outras nações do Norte da África e do Oriente Médio. Monarquia constitucional, o Bahrein tem Hamad bin Isa al-Khalifa como rei desde 2002.

Na noite de quarta, quatro mecânicos do time estavam presos em um congestionamento na volta para o hotel quando uma explosão de coquetel molotov aconteceu próximo do carro em que estavam. Ninguém ficou ferido, mas por causa do incidente dois membros da escuderia preferiram deixar o país e retornar para casa antes do previsto.