Marin se afasta de "estilo Teixeira" e abre portas para clubes

A mudança na presidência da Confederação Brasileira de Futebol já é percebida nestes primeiros meses de direção de José Maria Marin. Em entrevista concedida nesta segunda-feira, o presidente da CBF procurou comprovar o quão afastado está do antigo dirigente máximo do futebol nacional, Ricardo Teixeira. Marin afirmou que sequer desejou bom feriado ao antigo membro da entidade.

"Não liguei para ele nenhuma vez desde que assumi, nem boa Páscoa eu desejei ao Ricardo (Teixeira). Agora estamos concentrados somente na aposta para Londres 2012, medindo todos os esforços", afirmou o dirigente máximo da CBF, que procurou não apenas discursar para se "afastar" do antigo modo de gerência de Ricardo Teixeira.

"Temos que fazer reuniões com os clubes do Brasil, e não tem nada a ver com o Clube dos 13. A CBF tem que fazer um esforço para ajudar os clubes em tudo o que é possível, desde em relação aos contratos de TV quanto às dívidas com o governo", garantiu o dirigente.

Ainda engatinhando dentro do cargo máximo da entidade mais importante do futebol brasileiro, José Maria Marin confirmou mudanças estruturais no tratamento para com os clubes brasileiros. Enquanto Ricardo Teixeira se relacionava com apenas alguns clubes, e possuía divergências públicas com outros, o novo presidente quer a união na atual gestão.

"Todo presidente do clube agora não precisará ficar em uma sala de espera para falar com o presidente da CBF. Eles terão entrada imediata com acesso a mim. Já os presidentes de federações terão uma sala à disposição com computadores, telefones, televisão...Ao chegar à sede da CBF, eles irão diretamente à sala da presidência, não temos nada a esconder", discursou.