Após mudança, ciclismo pode ter tática com substituições em Londres

Um corte no número de ciclistas das equipes que disputarão as provas de pista na Olimpíada de Londres permitirá a inscrição de substitutos, que poderão ser usados em caso de doença ou lesões de atletas credenciados. De acordo com informações divulgadas neste domingo pelo jornal inglês The Guardian, isso abre a possibilidade de que as substituições sejam utilizadas com finalidades táticas pelos times.

Segundo o veículo, Gilles Peruzzi, da União Ciclística Internacional (UCI), confirmou os rumores de que haverá um ciclista a menos na equipe masculina e um a menos na feminina do que o esperado para Londres. Dessa forma, as cotas ficam em oito para os homens e seis para as mulheres.

Guardian divulgou que o número reduzido de competidores, em princípio, cria um dilema para os técnicos, acostumados a ter pelo menos um ciclista a mais do que precisam em cada modalidade. A prova de perseguição por equipe masculina, por exemplo, exige quatro ciclistas, enquanto que a de sprint demanda três - com fisiologia e treinamentos diferentes para os competidores, conforme destaca o The Guardian. A cota reduzida limitaria as opções das equipes em caso de doença ou contusão.

Para suprir esse déficit as equipes poderão relacionar um determinado número de atletas que terão acesso a facilidades como áreas de treinamentos, competições e Vila Olímpica (não terão direito a acomodações). Eles poderão treinar com os times e ser relacionados em caso de doença ou lesão de algum titular.

Peruzzi afirmou que está em contato com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para confirmar os procedimentos e prazos em relação aos atletas substitutos. O dirigente da UCI ressaltou que eles só poderão competir caso um ciclista credenciado - doente ou lesionado - seja retirado da competição.

Para Dave Brailsford, da equipe britânica, a medida faz sentido a partir do momento que se reduziu o número de ciclistas nas equipes em Londres. De acordo com Brailsford, porém, as equipes podem ficar tentadas a usar um ciclista descansado, de forma tática, em um estágio posterior de alguma disputa por equipes - apesar da inspeção médica que será realizada por um profissional do COI para aprovar uma eventual substituição de atleta.