Clássico e lista sem Adriano "assombram" Tite em busca por justiça 

O Corinthians viverá um fim de semana decisivo. Neste sábado, o clube alvinegro passará por eleições diretas para definir o novo presidente, que substituirá o agora diretor da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Andrés Sanchez. No domingo, a equipe encara o rival São Paulo, às 17h (de Brasília), no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista, e ainda decidirá os 25 convocados que representarão o time na primeira fase da Copa Libertadores. Os dois fatos tem "tirado o sono" do técnico Tite, que vive com a "sombra" de Adriano na "busca por justiça" durante elaboração da lista final.

"Vou precisar ser muito criterioso, ter atenção. Ser justo é muito difícil. Mas é ter ideia e buscar ser justo. Preencher todas as funções da equipe no lado técnico. Vou utilizar critérios técnicos e táticos. Justiça, merecimento, trabalho, possibilidades... Vou botar as asinhas de fora. Aqueles 21 convocados do clássico estão na lista. Vão faltar quatro", deixou no ar o comandante.

A principal discussão ao longo da semana no Parque São Jorge diz respeito à inclusão - ou não - do atacante Adriano entre os relacionados. O jogador, que viveu dias instáveis após ter se ausentado de um treino e por sua dificuldade em adquirir a forma física ideal, está confinado no CT do Parque Ecológico para perder peso e conseguir justificar o investimento do Corinthians nele. O fato, ao menos por enquanto, tem agradado a Tite.

"(Vi no Adriano) mobilidade, confiança maior, desempenho maior. Melhor condição fisica, é igual a desempenho. Tudo isso é igual a gol", disse o treinador ao analisar o desempenho do camisa 10, que chegou a fazer três gols em treino coletivo na última quinta.

"Amanhã (sábado) a gente define o Adriano, o parecer é físico. Define até domingo a lista, quando ele tem pra trabalhar. A palavra tem cunho físico, o clube traçou um objetivo que ele tinha de alcançar", continuou o técnico, que ainda admitiu influência da direção na decisão final.

"Toda vez que se dá autonomia total ao técnico e só ele dirige, tem algo errado na hierarquia. Ele tem que estar ajustado com a direção, ter opiniões diferentes e estar ajustado ao clube. A escalação é do técnico, mas a composição, ideia de futebol, isso tudo tem que ser discutido. Se não tiver esse alinhamento, não tenho essa vaidade e perfil. Será uma decisão conjunta", apontou o comandante do time alvinegro.

Além disso, Tite também tem que se preocupar com o clássico de domingo contra o arquirrival São Paulo, que pode render a liderança do Campeonato Paulista ao Corinthians. Ambos os times possuem 14 pontos, mas o clube tricolor vence nos critérios de desempate. "Tem a rivalidade, temos que ter cuidado para não passar do ponto, acirrar o ânimo. Não consigo enxergar de outra forma o jogo", justificou Tite.

Rivalidade à parte, a lista da Libertadores deve permanecer na cabeça do técnico ao longo de todo o duelo. Em busca por justiça, e a tempo de entrar entre os 25 convocados corintianos naquela que é a principal ambição do clube em 101 anos de história, Tite deseja mais do que nunca ter Adriano em forma: "é igual a gol", anseia o treinador. Por enquanto, apenas sonho.