Musa do hóquei de grama argentino se despede como a maior de todas

Luciana Aymar não só se destaca por evitar todas as jogadoras rivais, mas também sabe passar a bola e fazer a equipe jogar. Por isso, muita gente usa energia negativa para faze-la parar. Mesmo sendo tão difícil. Não à toa, ela foi eleita sete vezes a melhor jogadora do mundo de hóquei sobre a grama.

Com a anúncio de aposentadoria após os Jogos de Londres, esta edição da Champions Trophy foi a última para a argentina. E ainda com a vantagem de jogar em Rosario, onde, em 2010, as Leonas foram coroadas com a Copa do Mundo.

"Eu dizia, outra vez ganhar um torneio aqui (na Argentina) e com todo o público. Parecia impossível, mas se você por na cabeça, o impossível não existe", disse a jogadora de 34 anos.

Cerca de sete mil pessoas no Estádio Mundial de Hóquei foram testemunhas do último encontro oficial de Luciana Aymar em sua terra. Com o controle total do taco e da bola, deixou várias britânicas em situações ridículas. Como uma jogada pela esquerda, no segundo tempo, para entrar na área com pequenos dribles no ar.

Final, 1 a 0 e título do Champions Trophy para a Argentina. Todas as consagrações das Leonas (2001, 2008, 2009, 2010 e 2012) tiveram Luciana Aymar em campo. E ela ganhou seu oitavo prêmio de melhor jogadora.

As lágrimas marcaram seu rosto na volta olímpica. O público cantava "Lucha no se va" como um apelo para parar o relógio e deixar Aymar sempre com a camisa azul e branca.

O desejo de ser mãe e dedicar se aos projetos pessoais fizeram Aymar tomar a decisão. Ela esta há 200 dias de dar adeus ao hóquei, porém confessou estar disposta a entregar seus desejos individuais em troca da medalha de ouro na Olimpíada de Londres, que nunca venceu.