Londres encerra descontaminação do Parque Olímpico 

O projeto arquitetônico e urbanístico dos Jogos Olímpicos de Londres previa como legado do evento a descontaminação e a limpeza de uma vasta área da zona leste da cidade, que receberia o Parque Olímpico. Este processo está encerrado, segundo a imprensa britânica. A Agência Ambiental inglesa confirmou no último domingo que o local está totalmente recuperado.

Há alguns anos, o local em East London mostrava uma paisagem industrial contaminada, especialmente o leito do Rio Lea. Às vésperas dos Jogos Olímpicos, se tornou o maior parque construído na Grã-Bretanha nos últimos cem anos, com área equivalente a 297 campos de futebol, e que agora conta com 300 mil plantas, 5 mil árvores nativas e cerca de 9 km de leito do rio recuperado.

Segundo o jornal The Guardian, a Agência Ambiental britânica trabalhou com o Olympic Delivery Authority, órgão responsável pela execução das obras relacionadas à Olimpíada, e com Agência de Desenvolvimento londrina para descontaminar 2 milhões de toneladas de solo para ser reutilizado. O local agora conta com 35 km de ciclovias. O risco de inundações diminuiu exponencialmente.

"O Parque Olímpico mostrou uma forma de assegurar melhorias ambientais e ao mesmo em que permitia a construção e o desenvolvimento de estruturas em grande escala", exaltou Lorde Smith, presidente da Agência Ambiental. John Armitt, que comanda a Olympic Delivery Authority, também fez exaltações: "para criar o maior parque britânico em cem anos a partir de uma paisagem industrial contaminada, foi preciso determinação e inteligência".