Em clima de paz, torcedores de Santos e Palmeiras dividem arquibancada

A torcida que compareceu neste domingo ao Estádio Municipal Eduardo José Farah, em Presidente Prudente (SP), para o clássico entre Santos e Palmeiras demonstrava tranqüilidade nas horas que antecediam a partida. No setor de cadeiras descobertas, localizado no centro das arquibancadas, torcedores dos dois times dividiam o mesmo espaço e trocavam provocações de forma amistosa.

Márcio Forsini, 40 anos, viajou de Araçatuba (SP) para pode assistir ao jogo com a família. Com o santista, quatro familiares, sendo três palmeirenses. "Viemos para fazer um fim de semana diferente. Ver um jogo desses no interior, não é toda hora que a gente tem essa oportunidade", destacou Forsini, representante comercial, destacando o ambiente familiar do Estádio do Prudentão.

"Você não tem esse problema de violência. Vim com a mulher, a família, é mais sossegado", completou, apostando em uma vitória alvinegra por 3 a 0 no clássico da quinta rodada do Campeonato Paulista.

Ao lado do grupo, um quarteto de torcedores do Palmeiras compartilhava a opinião. "Tenho vindo para cá ver os jogos. No Palmeiras x Corinthians, teve problema, mas o ambiente é mais tranqüil", disse o caminhoneiro Cláudio Eduardo, 46 anos, de Maringá. No clássico em questão, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, dois torcedores palmeirenses foram baleados nos arredores do estádio, em confronto envolvendo torcidas e policiais.

Vindo de Maringá (PR), Cláudio não se importou de viajar cerca de duas horas para assistir o jogo sob sol de cerca de 32 graus. "É a paixão pelo time, né? Larguei minha mulher e meu filho em casa pra ver o jogo com esse calor", disse, acompanhado de um cunhado, um irmão e um sobrinho, e perguntando à reportagem sobre a negociação com o volante Wesley, ex-Santos.

Na hora de dar seu palpite, lembrou do bom retrospecto do Palmeiras jogando na cidade, mas foi cauteloso. "Vai ser 1 a 1. O Palmeiras não perde jogando aqui", disse. Moacir, a seu lado, brincou com o colega de arquibancada: "você vê a diferença no otimismo?", questionou.