Mano diz que fim de concentrações depende da maturidade dos jogadores

Ronaldo Fenômeno sempre detestou, os jogadores do Vasco, em razão do atraso de salários, já disseram que não vão para o hotel, mas qual seria a opinião do técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, sobre a recorrente polêmica a cerca da concentração de jogadores antes de uma partida de futebol? Ele relativizou a questão nesta sexta-feira.

Para Mano, está claro que "é um assunto muito delicado e que nossos jogadores devem evoluir neste aspecto". Só que para ficar longe do regime de vigília antes dos jogos, que inclui rigorosa rotina de sono, alimentação e "falta do que fazer", o treinador apontou o ingrediente fundamental para os atletas: disciplina.

"Depende muito da maturidade, do profissionalismo de cada um. Já tivemos exemplos isolados no passado que deram certo porque houve comprometimento", explicou o treinador.

Um destes casos foi a Democracia Corintiana que, nos anos 80, com cada jogador com poder de voto, aboliu as concentrações e, nem por isso, o Corinthians deixou de conquistar o bicampeonato paulista (1982 e 1983).

"O jogador de futebol tem que ter a consciência que, se ele tem um jogo no dia seguinte, não vai poder fazer as mesmas coisas que ele faz em um dia de folga. É importante que haja essa compreensão", completou Mano.