Aposta de Leão tenta repetir efeito surpresa de Hernanes e Jean

Chegar da base ao profissional com 21 anos, nos dias de hoje, é algo raro, mas que no São Paulo já valeu boas novidades. Foi assim com Hernanes, em 2007, e com Jean, no ano seguinte. Rosto menos conhecido do numeroso elenco são-paulino para a próxima temporada, o meia-atacante Rafinha tenta repetir essa história de sucesso.

No último ano, Rafinha atuou na segunda divisão paulista, emprestado ao Red Bull, e teve desempenho discreto por conta de uma lesão - ainda fez dois gols. Em um treinamento na Barra Funda, atuou pelo time júnior contra os reservas e agradou a Emerson Leão. Foi sua chance de permanecer para 2012. Mais ou menos como Hernanes e Jean, que respectivamente passaram por Santo André e Pefaniel, de Portugal, por empréstimos.

"Ele é um jogador muito interessante", define Luciano Dias, ex-zagueiro do Grêmio nos anos 90 que dirigiu Rafinha no Red Bull, em 2011. "Tem velocidade, boa condução de bola e é bem agudo. Tem características bem interessantes. Vai para cima mesmo e tem boa recomposição. É um menino de personalidade", elogia o treinador, sem clube no momento.

"O Leão está acreditando no meu trabalho, me dando esta oportunidade de treinar em uma equipe que todos sonham. Sempre busquei isso. Chegou este momento e o intuito de todo jogador é poder ajudar ao máximo o clube que defende", afirma Rafinha.

Membro da geração de Sérgio Mota e Breno, que tiveram destinos diferentes nos profissionais do São Paulo, ele tem ascensão surpreendente, já que sequer era titular absoluto nas categorias de base do clube. Rafinha, ainda assim, tem trajetória: chegou ao Morumbi com só 12 anos. "Estou trabalhando sempre por uma oportunidade", explica.

A concorrência, porém, não será simples. Meia-atacante de velocidade e que bate com o pé direito, Rafinha deve disputar posição com Lucas, titular absoluto da equipe. "Ele tem mais jeito de atacante, é mais agudo", compara Luciano Dias.