Por legião estrangeira, Botafogo tenta alcançar salário de Tanaka

O salário de quase R$ 350 mil ao mês no Japão é o principal empecilho para o Botafogo acertar com o zagueiro nipobrasileiro Túlio Tanaka. O jogador foi apontado como um prioridade de Oswaldo Oliveira para a montagem do elenco de 2012.

O clube tem problemas financeiros no momento, e ainda negocia a renovação de alguns contratos com patrocinadores - o que dificulta uma investida mais alta. O Botafogo negocia com a construtora João Fortes e com a marca de bebidas Guaraviton novos valores - bem como com a Puma, que será a nova fornecedora de material esportivo. Dependendo do andamento das negociações e dos novos valores, o clube poderá se arriscar um pouco mais.

"Precisamos de novos zagueiros. No Brasileiro, tivemos que improvisar muitas vezes. É bom chegar mais gente para dar qualidade e porque aqui ninguém tem vaga cativa", disse o zagueiro Antonio Carlos, titular da zaga alvinegra ao lado de Fábio Ferreira no último Campeonato Brasileiro. Este último ainda negocia a renovação do seu compromisso com o time de General Severiano.

Enquanto Tanaka não chega, os estrangeiros do Botafogo estão em busca da cidadania brasileira. O uruguaio Loco Abreu e o argentino Herrera estão atrás de passaporte local. Ambos passariam a ter dupla nacionalidade, mas não pensam em Seleção Brasileira.

Abreu já atuou pela seleção celeste, e Herrera é tido apenas como um jogador aguerrido. A dupla nacionalidade traria benefícios pessoais aos dois e suas famílias. O clube busca mais um gringo: além de Tanaka, o lateral chileno José Rojas está na mira.

Chegou para ficar?

O estilo Oswaldo Oliveira já começou a aparecer no Botafogo. A elegância, a gentileza, a calma e a sabedoria são marcas que já começam a ser percebidas pelos jogadores. E um dos mais impressionados é o zagueiro Antonio Carlos.

"Ele fala bem, com palavras rebuscadas, e é muito inteligente", disse, em tom de admiração, o zagueiro que começou no rival Fluminense. "Conhecia a fama dele, e tive um rápido convívio quando estava subindo no profissional do Fluminense. Acho que o Botafogo só tem a ganhar", acrescentou o defensor.

Oswaldo já passou pelos quatro maiores clubes do Rio, e sempre deixou portas abertas e admiração. Estudioso do futebol, é apontado nos bastidores do clube como o "gatilho" para o sucesso de um bom time que esteve bem até as rodadas finais do brasileiro e acabou ficando de fora da vaga na Libertadores.