Ricardo Teixeira escapa de inquérito por lavagem de dinheiro

Acusado de fazer parte de crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, viu um dos processos movidos contra ele ser extinto pela Justiça Federal, de acordo com publicação do jornal Estado de S. Paulo desta quinta-feira. 

A decisão, tomada no último dia 23, exime o dirigente de culpa de ser um dos beneficiários de esquema de pagamentos de propina para pessoas ligadas à Fifa na década de 90.

Porém, o veículo destaca a mobilização dos advogados de Teixeira em relação à decisão da Justiça da Suíça da última terça-feira, que fará com que a entidade que controla o futebol mundial revele documentos do processo acerca da falência da ISL, então parceira da Fifa na comercialização dos direitos sobre a Copa do Mundo. 

A ISL - que teria dado 6 milhões de libras (R$ 17,4 milhões) em propina para Teixeira, além de outros dirigentes, em troca de vantagens em transmissão e publicidade - foi à falência em 2001 com dívidas que chegavam a US$ 300 milhões (R$ 558 milhões, em valores atuais), segundo acusações feitas pela rede de TV BBC.