Jaqueline do vôlei diz que rótulo de musa a prejudicou: "me sentia isolada"

Uma das referências da atual Seleção Brasileira de vôlei, a ponteira Jaqueline admitiu, na edição de janeiro da revista Marie Claire, que sua beleza dificultou o entrosamento no início de sua trajetória na equipe, já que acabava taxada como antipática e arrogante pelas companheiras. "Ganhei cedo o rótulo de musa da Seleção, o que não foi legal pro meu entrosamento. Entre 2004 e 2006, chorei muito, me sentia isolada. Não era convidada para nada. Mais isso mudou. Hoje tenho uma ótima relação com todas", explicou.

Na entrevista, a atleta do Sollys/Osasco fala sobre o difícil ano de 2011, onde sofreu aborto natural do filho que esperava com o marido, o também jogador Murilo Endres, e da séria fratura na coluna cervical, após choque com a companheira e líbero Fabi durante os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, do qual só se recuperou somente em dezembro. Os entreveros a fizeram enxergar a vida sob uma nova ótica. "Não quero só treinar, treinar, treinar. Amo o vôlei, mas não quero ficar neurótica. Quero viver, curtir os amigos, a família", afirmou à publicação, que chega às bancas nesta sexta-feira.