Morte de Catê, campeão pelo São Paulo, choca Zetti: "É difícil falar" 

A morte precoce do ex-atacante Catê, 38 anos, em acidente automobilístico no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira, chocou um dos símbolos do título mundial do São Paulo em 1992, maior glória da carreira do antigo atleta. Zetti, um dos líderes do elenco histórico comandado por Telê Santana, soube da triste notícia por intermédio do Terra.

"Pô, jogamos juntos esses dias, p... que o pariu. Estou chocado, não vi notícia hoje (terça-feira), estava viajando. P..., é difícil falar, gostava muito dele, tinha um carinho muito grande por ele", ressaltou Zetti.

O último encontro entre o ex-goleiro e Catê ocorreu no dia 10 de dezembro deste ano. Comandados por Telê Santana no São Paulo, os jogadores, junto com outros campeões da Libertadores em 1992 e 1993, se reuniram no Estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera, para um jogo beneficente com o objetivo de homenagear o antigo treinador, morto há cinco anos.

Ao relembrar do encontro, Zetti disse que o ex-jogador pretendia retornar à cidade na qual obteve as maiores glórias esportivas. "Conversamos bastante no jogo do Telê Santana, ele me disse que ano que vem queria voltar para São Paulo. Estava morando em Florianópolis, estava legal, muito bem, mas queria voltar, pois aqui é mais perto para fazer as coisas. Não tem nem o que falar nessa hora...", disse, ainda com a voz embargada.

Catê era tratado dentro do elenco são-paulino como um "irmão mais novo". A diferença de idade com Zetti, oito anos mais velho, servia para o antigo atacante receber uma atenção maior por parte dos atletas mais experientes do elenco, como o próprio ex-goleiro.

"Tínhamos uma preocupação muito grande com ele, já que éramos dez anos mais velhos. Estou chocado, cara", completou um dos grandes companheiros de Catê na geração vitoriosa comandada por Telê Santana.