Noruega quebra jejum, vence França e é bi do Mundial de handebol

 A Noruega se sagrou campeã do Campeonato Mundial feminino de handebol de 2011, realizado no Brasil. Diante de um bastante animado Ginásio, ocupado neste domingo por torcedores de várias nacionalidades, a equipe nórdica venceu com tranquilidade na final a França por 32 a 24 e conquistou seu segundo título na história da competição. O último - e então único - havia sido obtido há 12 anos, em 1999.

Empurrada por uma animada e reforçada torcida no Ginásio do Ibirapuera, a Noruega, campeã olímpica em 2008, não deu chances para as rivais. Pior para as francesas, que amargaram o vice-campeonato pela segunda vez consecutiva. Há dois anos, elas haviam sido batidas na final para a Rússia. O pódio no Brasil foi completado pela Espanha, que superou a Dinamarca na disputa do terceiro lugar.

A decisão do 20º Mundial feminino de handebol começou extremamente equilibrada, com as duas equipes realizando um bom trabalho defensivo. No entanto, depois de um empate por 3 a 3 ao longo dos seis primeiros minutos, a França passou a aproveitar melhor as chances no ataque e abriu uma ligeira vantagem de 6 a 4, mas que durou pouco.

Mais fortes e eficientes, a Noruega virou o jogo com três gols seguidos e passou a dominar a partida. E as francesas, que sentiam falta de Alllison Pineau, artilheira do time - e que sofreu uma grave lesão no joelho na semifinal e deverá ficar afastada por seis meses do esporte -, pouco conseguiram fazer. As nórdicas foram com tudo e fecharam o primeiro tempo com uma larga diferença de seis gols: 19 a 13.

A soberania norueguesa acabou desmotivando a torcida francesa, que havia emocionado cantando o hino do país antes da partida. Do outro lado, os noruegueses continuaram fazendo uma barulhenta festa nas arquibancadas: enquanto as jogadoras administravam o placar dentro de quadra durante os 30min finais, os fãs não paravam de cantar, batucar e balançar sinos, celebrando por antecipação o bicampeonato mundial.

Encerrada a partida, as jogadoras ainda pegaram uma bandeira norueguesa com a torcida e deram a volta olímpica pela quadra do Ginásio do Ibirapuera. O público, inclusive os franceses, aplaudiram a seleção nórdica, que se emocionaram e choraram com o título.

Carrasco brasileiro vai ao pódio:

Antes da final entre norueguesas e francesas, a Espanha conseguiu um feito inédito em sua história: subir ao pódio em um Mundial feminino. Em evolução, a seleção que havia eliminado o Brasil nas quartas de final derrotou a Dinamarca por 24 a 18 e garantiu a terceira posição em São Paulo, deixando as nórdicas em quarto.

"Sempre acreditamos em nós mesmas", exaltou a goleira Silvia Navarro, principal nome da Espanha no Mundial de São Paulo. A arqueira foi a grande responsável pelas vitórias espanholas nas oitavas de final sobre Montenegro, nas quartas sobre o Brasil e também neste domingo.

O último dia de Mundial havia sido iniciado na parte da manhã, com a surpreendente goleada da Seleção Brasileira sobre as então tricampeãs da Rússia por 36 a 20 e o quinto posto para as representantes nacionais. Pela disputa do sétimo lugar, a Croácia bateu Angola por 32 a 29.

Confira a classificação final do Mundial feminino:

1. Noruega 2. França3. Espanha4. Dinamarca5. Brasil6. Rússia7. Croácia8. Angola9. Suécia10. Montenegro11. Coreia do Sul12. Islândia13. Romênia14. Japão15. Holanda16. Costa do Marfim17. Alemanha18. Tunísia19. Cazaquistão20. Uruguai21. China22. Cuba23. Argentina24. Austrália