Guardiola minimiza poder econômico do Barça: formamos jogadores

Após aniquilar o Santos, campeão da Copa Libertadores, por 4 a 0 na final do Mundial de Clubes, o técnico do Barcelona, Pep Guardiola, evitou atribuir a superioridade do time espanhol ao maior poder financeiro em relação ao futebol sul-americano. O treinador, ele próprio um ex-volante vindo na base do time catalão, lembrou que a equipe é notabilizada por formar atletas que não custam nada aos cofres.

"Que poder econômico?", questionou Guardiola ao receber a pergunta. "Nós formamos jogadores. Quase todos os nossos jogadores custaram zero euro".

Na decisão deste domingo, o Barcelona entrou em campo com nada menos que nove jogadores formados nas categorias de base: Valdés, Piqué, Puyol, Busquets, Xavi, Fàbregas (que foi recomprado do Arsenal neste ano), Iniesta, Thiago e Messi. Apenas Daniel Alves e Abidal não cresceram no clube.

"Estamos falando de um time que tem jogadores muito bons, e essa é a parte fundamental. Tentamos diminuir os espaços e temos jogadores que dificilmente perdem a bola. Eles se juntam em torno da bola, trocam passes, entendem o jogo. Eles vão criando as situações aos poucos. No final é simples: temos jogadores de muito talento", elogiou o técnico.

Guardiola voltou a exaltar a importância do jogo coletivo ao dizer que seus craques só conseguem decidir uma partida quando o toque de bola funciona. "Às vezes, confunde-se intensidade com correr muito. O que tentamos fazer o melhor possível é passar a bola o quanto antes. Quando você tem a bola, já passe ao companheiro o antes possível. Jogadores como Leo (Messi), Iniesta, Thiago, podem criar desequilíbrio, mas porque antes tocamos bola muitas vezes, quantas forem necessárias para criar a oportunidade de gol".