"Ex-gordinho", Cigano fala de infância e relembra trajetória no UFC

No esporte, a glória, a conquista de um título, é o ponto mais alto para um atleta. Mas conhecer o caminho que foi percorrido, as dificuldades, fazem com que a conquista seja ainda mais saboreada.

E esse foi o caso de Júnior "Cigano" dos Santos, campeão mundial do UFC na categoria pesos pesados, assim como diversos atletas brasileiros que, mesmo com falta de estrutura e apoio para começarem a carreira, conseguem um lugar de destaque na sua modalidade.

Em entrevista ao Terra, o lutador contou detalhes sobre a sua vida, enalteceu a mãe que cuidou sozinha de uma família de cinco filhos e falou sobre o que fazia antes do UFC. Cigano foi servente de pedreiro, aos 17 anos; depois seguiu sozinho para a Bahia e trabalhou como lavador de pratos e garçom, onde conheceu a mulher; posteriormente, foi ajudá-la a cuidar de uma loja de brinquedos.

Júnior lembrou como começou na luta: "depois da loja de brinquedos, estava meio gordinho e procurei uma academia, onde queria malhar. Lá existiam aulas de jiu-jitsu, que sempre acompanhei e admirava". Foi a partir deste momento que Cigano começou a praticar a modalidade.

Com o cinturão nos ombros, Cigano falou sobre o seu momento atual. "Acho que nem nos meus melhores sonhos eu imaginei esse momento. Está sendo muito bom ser reconhecido. Eu conquistei isso depois de muito trabalho, e acredito que quando a pessoa faz o bem e trabalha duro, as coisas acontecem", disse orgulhoso o lutador brasileiro, que resume a felicidade ao olhar o cinturão e dizer: "é bonito demais".