Seleção feminina de handebol estreia com vitória no Mundial

O principal adversário do Brasil na estreia do Campeonato Mundial feminino de handebol não foi a jovem seleção cubana, que não conseguiu evitar a derrota por 37 a 21 para o time nacional na noite desta sexta-feira. De acordo com as próprias jogadoras brasileiras, a ansiedade da estreia foi o maior obstáculo no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e chegou até a causar um momento mais complicado em quadra. Nada, contudo, que impedisse um resultado tranquilo para as anfitriãs da competição.

De fato, na metade final do primeiro tempo de partida, o Brasil demonstrou um certo momento de desconcentração em quadra. Após fazer 11 gols em apenas 11 minutos de jogo, a Seleção diminuiu consideravelmente o ritmo nos minutos a seguir e só marcou mais seis até o final dos 30 minutos que abriram o Mundial feminino. Por quê? Ansiedade.

"Não tivemos uma vitória tão tranquila, o nervosismo nos atrapalhou um pouco", contou a central Dani Piedade, que marcou três gols para o Brasil no triunfo contra as cubanas. "Depois passou essa ansiedade e a gente conseguiu se reacertar", acrescentou.

"Deu para ver que a equipe jogou com um pouco mais de nervosismo no primeiro, só que foi uma estreia maravilhosa. Na primeira partida sempre conta um pouco essa ansiedade, mas depois ficou mais tranquilo", colaborou a ponta direita Alexandra, segunda maior pontuadora do Brasil em quadra, com sete gols - um a menos que a ponta esquerda Fabiana.

O Brasil só se reajustou depois dos 15 minutos de intervalo, após a conversa com o técnico Morten Soubak. Mesmo com bastantes reservas em quadra, a Seleção teve a calma necessária para abrir uma vantagem superior a dez gols contra um time cubano bastante jovem, com média de idade de 24 anos e meio (contra 26 e meio das representantes nacionais), e caminhar com tranquilidade até a primeira vitória.

Soubak, aliás, teve grande importância para que as brasileiras se reacalmassem neste primeiro compromisso no Mundial. "É uma pressão jogar no Brasil, mas o nosso treinador vem fazendo um grande trabalho. Estávamos confiantes e confortáveis, estamos lidando bem com isso", destacou a armadora Duda Amorim, eleita melhor em quadra.

O Brasil, que integra o Grupo C do Mundial feminino de handebol, tem seu segundo compromisso na competição marcado para segunda-feira, às 19h45 (de Brasília), novamente no Ginásio do Ibirapuera. O rival será o Japão, que no sábado estreia no campeonato contra a França, vice-campeã do torneio em 2009 e principal força da chave.