Greve na NBA desperta interesse de clubes de fora dos EUA

A perspectiva cada vez mais certa de um cancelamento da temporada da NBA, após o fracasso das negociações entre jogadores e proprietários de clubes na segunda-feira, continua despertando o interesse de clubes fora dos Estados Unidos para contratar atletas que atuam na Liga Americana.

Muitos já saíram das suas equipes desde o início da greve, como o ala brasileiro Leandrinho, do Toronto Raptors, contratado pelo Flamengo em agosto.

Além de Leandrinho, outros três brasileiros jogam na NBA: Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), Tiago Splitter (San Antonio Spurs) e Nenê (Denver Nuggets).

O último jogador a deixar a Liga Americana de Basquete foi o argentino Andres Nocioni, do Philidelphia Sixers, apresentado nesta terça-feira pelo Peñarol de Mar del Plata.

"Sempre quis jogar aqui e quando me deram oportunidade, aproveitei", declarou Nocioni.

O armador Deron Williams, do New Jersey Nets, tinha sido um dos primeiros a sair dos Estados Unidos para atuar no Besiktas, da Turquia.

Os clubes turcos já contrataram nove atletas da NBA, entre eles três jogadores da seleção do país, Semih Erden (Besiktas), Ersan Ilyasova (Efes Istambul) e Mehmet Okur (Ancara).

Já na França, foram sete, todos franceses, o mais famoso deles o armador Tony Parker, do San Antonio Spurs, que se juntou ao ASVEL Villeurbanne, clube do qual é vice-presidente.

Outros atletas voltaram para seus países, como os espanhóis Rudy Fernandez e Serge Ibaka, que foram para o Real Madrid, ou o italiano Danilo Gallinari, contratado pelo Olimpia Milano.

Até então, os grandes clubes europeus não haviam apostado todas as suas fichas em jogadores da NBA, já que tinham receio de vê-los sair caso a greve da liga americana terminasse. Porém, com o anúncio da rejeição da ''última oferta'' dos proprietários pela Associação dos Jogadores, a temporada corre um grande risco de ser cancelada de vez, o que abrirá a possibilidade de contratações mais duradouras.

Algumas das maiores estrelas da NBA podem acabar saindo dos Estados Unidos, como o ala Kevin Durant, do Oklahoma Thunder, cestinha da última temporada com 27,7 pontos de média.

"Ainda estou na dúvida se vou ou não jogar no exterior, mas estou perto de sair", declarou o jogador no sábado ao site Yahoo! Sports. Ele teria contatos com o Valencia, da Espanha e o Bayreuth, da Alemanha.

Já o ala-pivô alemão Dirk Nowitzki, eleito melhor jogador da final da NBA na temporada passada após sagrar-se campeão com o Dallas Mavericks, declarou em outubro que estava pensando em jogar no clube do seu país.

"Se a greve continuar, devo jogar na Alemanha em janeiro ou fevereiro", anunciou.

Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, já esteve na mira do Virtus Bologna, da Itália, que não conseguiu fechar sua contratação em outubro mas anunciou que fará outra proposta em novembro.